O Laboratório de Sistemas Térmicos, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná, foi capacitado para participar de uma rede de laboratórios em todo o País que tem como propostas desenvolver ações para o uso racional de energia. A unidade paranaense passou por uma reestruturação através de um convênio firmado com a Eletrobrás – Centrais Elétricas Brasileiras S.A., do Ministério de Minas e Energia, por meio do Procel-Edifica (Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações), quando recebeu recursos na ordem de R$ 162 mil. A partir de agora, o laboratório se torna referência em pesquisa, prestação de serviços e treinamento nas áreas de transferência de calor, condicionamento de ar, ventilação e refrigeração.

As pesquisas que serão desenvolvidas no laboratório também servirão de subsídios para a regulamentação da lei 1.0295, que dispõe sobre a Política Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia. O chefe do Departamento de Desenvolvimento de Projetos Setoriais de Eficiência Energética da Eletrobrás, George Alves Soares afirmou que a expectativa é que a primeira minuta sobre o tema ficará pronta até o final do ano. Porém, ele destaca, que independente da regulamentação da lei, o unidade da PUC terá um papel fundamental, já que o Paraná é um pólo no setor de climatização.

O coordenador do projeto e do Laboratório de Sistemas Térmicos, Nathan Mendes disse que as atividades da unidade serão divididas em duas linhas de trabalho. Uma delas será voltada para ensaios de equipamentos de refrigeração e condicionadores de ar; e a outra, para o desenvolvimento de modelos matemáticos e softwares que envolverão diretamente os cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia Civil e Arquitetura. Mendes destacou ainda que esse laboratório terá como papel aumentar a interação entre a universidade e as empresas para que possam melhorar sua eficiência energética. ?Os aparelhos de condicionamento de ar, por exemplo, são responsáveis por cerca de 30% da energia consumida no setor comercial. Com uma interação com a universidade, essas empresas poderão ter contato com equipamentos mais modernos e competitivos?, finalizou.