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Empresas transformam a economia
e a realidade do Estado.

No dia 25 de maio é comemorado o Dia da Indústria, data que marca a importância do setor para o desenvolvimento socioeconômico do Estado e do país. Afinal, hoje o parque industrial paranaense responde por US$ 13,5 bilhões do PIB estadual, 35% da atividade econômica do Estado e 65% da pauta de exportações, que beira a três mil itens.

O cenário atual é completamente diferente dos primeiros tempos da industrialização, quando as primeiras fábricas se instalaram no Estado para processar os produtos de atividades extrativistas. Hoje, a indústria de transformação é responsável por uma produção diversificada, que vai de roupas a software ou de carros a produtos químicos.

?No Dia da Indústria, é importante falar do empreendedorismo do paranaense. Dos empresários que, no passado e no presente, buscam enfrentar as dificuldades impostas à economia nacional para gerar desenvolvimento, renda e emprego?, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures.

O início do processo de industrialização paranaense foi focado na manufatura da erva-mate, principal atividade do Estado ao longo do século XVIII. Entre as primeiras indústrias que surgiram está a Moinhos Unidos Brasil Mate Sociedade Anônima, fundada em 1834, que viria se tornar a atual Mate Real.

Setores

Outras empresas que marcaram o processo industrial do Paraná foram as fábricas Muel-ler e Irmãos (1878), Indústrias Todeschini (1885), Impressora Paranaense (1888), Pianos Essenfelder (1890), Indústrias J. Bettega (1896), Albano Boutin (1897), Leão Júnior (1901), Hugo Cini, entre outras.

A diversificação da produção industrial só começa a mudar na segunda metade do século XX. Quando a Fiep surge, em 1944, eram apenas nove sindicatos industriais e o Paraná vivia a transição do ciclo econômico da erva-mate para o da madeira. Além destes dois setores, a instituição tinha representação dos sindicatos da indústria gráfica, artefatos de couro, cacau e balas, panificação e confeitaria, laticínios, alfaiataria, metalúrgica e mecânica.

Para se ter a idéia de como era a divisão da atividade industrial na década de 1940, as chamadas indústrias produtoras de bens intermediários e de capital paranaenses respondiam por apenas pouco mais de 20% da produção industrial. O restante vinha das indústrias tradicionais, das áreas de madeira, mobiliário, couro e peles, fumo e alimentos. Hoje, a relação é inversa, com produção de milhares de produtos diferentes. Existem 93 sindicatos filiados à Fiep.

Até a década de 60, o Paraná ocupava a modesta posição de sétimo lugar na produção industrial brasileira, representando 3,06% do total nacional. Na época o setor era responsável por 10% da renda interna paranaense. No início da década de 70, houve um crescimento numérico e diversificado das indústrias, que alcançavam o número de 10.855, sendo 201 relacionadas a atividade extrativista e 10.654 a indústria de transformação.

Nas décadas seguintes, o Paraná vivenciou um crescimento significativo com o fortalecimento da agroindústria e a instalação de pólos industriais em alguns centros do Paraná, como Curitiba. Depois veio a instalação de indústrias automotivas. Atualmente o setor industrial paranaense é o quarto no ranking nacional em exportação e também na produção brasileira.