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Segundo o IBGE, o resultado de abril foi o maior do Paraná desde junho de 2005, quando a taxa havia ficado em 16,5%.

 

A produção das indústrias do Paraná cresceu 9,3% nos primeiros quatro meses de 2007 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o melhor do país. A média nacional foi calculada em 4,3%. Ainda segundo o levantamento, o Paraná avançou 13,2% em abril frente ao mesmo mês de 2006, segunda maior elevação nacional, vindo logo atrás do Rio Grande do Sul (16,1%). Neste comparativo, a média brasileira foi de 6%.

Os dados do IBGE apontam ainda que o resultado de abril foi o maior do Paraná desde junho de 2005, quando a taxa havia ficado em 16,5%. Na variação mensal de março para abril deste ano, o resultado foi de -0,3%, recuo verificado em 10 dos 14 Estados pesquisados.

Na comparação com os estados da região Sul, o Paraná lidera no acumulado do quadrimestre e nos índices dos últimos 12 meses. O Rio Grande do Sul apresentou alta de 9% de janeiro a abril e Santa Catarina 4%. Em 12 meses, o Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentaram aceleração na indústria de 2% cada um, enquanto o Paraná fechou em 3,1%.

Segundo o secretário estadual da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho, os resultados da produção industrial no Paraná são reflexos também de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico do governo do Estado.

?A isenção e a redução de ICMS para as micro e pequenas empresas e a diminuição do imposto nas transações de mercadorias dentro do Estado figuram entre algumas ações que incentivam a classe empresarial a investir no Paraná?, aponta o secretário.

Setores

Durante o mês de abril, os principais destaques nas indústrias do Paraná vieram dos alimentos (16,6%), impulsionados pelos avanços nos itens carnes e miudezas de aves e açúcar cristal. Em seguida, aparece o setor de edição e impressão (42,0%), com livros, brochuras e impressos didáticos.

Outras contribuições positivas vieram de minerais não-metálicos (47,5%), outros produtos químicos (51,4%) e máquinas e equipamentos (15,6%). Neste setores, sobressaem os acréscimos na fabricação de cimento, adubos ou fertilizantes e tratores agrícolas. O único impacto negativo foi no setor de madeira (-22,5%).

No acumulado no ano (9,3%), 11 dos 14 ramos pesquisados apresentaram alta no Paraná. Edição e impressão (36,0%), alimentos (9,7%) e veículos automotores (13,4%) tiveram as maiores altas. Já a principal pressão negativa também veio do setor madeireiro (-18,1%).

Segundo o economista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Júlio Suzuki, a indústria paranaense vive uma conjunção de fatores favoráveis. ?A agricultura teve forte contribuição com o aumento da safra e, quando a produção agrícola cresce, há um reflexo em cadeia no setor industrial?, analisa.

Ainda para o economista, as freqüentes quedas na produção do setor de madeira é fruto basicamente das exportações. ?A valorização cambial do real frente ao dólar influencia diretamente o setor madeireiro?, finaliza.