O índice nacional de confiança do consumidor calculado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) caiu para 79 pontos em setembro, ante 81 pontos em agosto, atingindo o menor nível desde que a pesquisa foi iniciada, em abril de 2005. A variação, no entanto, foi dentro da margem de erro da pesquisa, de três pontos para mais ou menos. Valores acima de 100 pontos indicam otimismo, enquanto resultados abaixo dessa marca mostram pessimismo. Em setembro do ano passado, a confiança era de 142 pontos.

“A manutenção do índice no campo pessimista acontece não apenas por questões econômicas, mas também pelo agravamento da crise política. As instabilidades econômica e política no País dificultam quaisquer perspectivas quanto ao comportamento futuro do índice”, afirma Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Na divisão geográfica, a confiança dos consumidores do Sudeste caiu para 72 pontos em setembro, de 76 pontos em agosto. No Estado de São Paulo, a confiança recuou para 73 pontos, de 79. Na região no Norte/Centro-Oeste, o índice teve retração para 76 pontos, de 77 pontos. No Nordeste houve estabilidade a 87 pontos. A Região Sul foi a única a registrar melhora, com a confiança avançando para 77 pontos, de 76 pontos.

Em relação aos grupos socioeconômicos, a classe A/B se mantém como a mais pessimista, com o índice de confiança caindo para 69 pontos, de 72 pontos. Na classe C, o indicador passou para 80 pontos, de 82 pontos. E na classe D/E houve alta para 82 pontos, de 84 pontos.

Quando perguntados se sua situação financeira atual é boa, apenas 23% dos entrevistados responderam que sim em setembro (de 25% em agosto), enquanto 53% disseram que a situação é ruim (de 51% no mês anterior). Em relação ao futuro, a percepção é um pouco melhor: 32% acreditam que estarão numa situação financeira melhor (de 33% antes), enquanto 34% se veem em um futuro pior (estável ante agosto).

Em setembro, apenas 15% dos entrevistados disseram se sentir seguros no emprego (estável ante agosto), enquanto 55% expressaram insegurança (de 57%).

Questionados se, em vista da situação econômica atual, aceitariam ter benefícios trabalhistas reduzidos, 38% disseram que não. Já 28% aceitariam manter o emprego, mas ter o salário reduzido; outros 21% aceitariam manter o emprego, mas abrir mão de reajuste de inflação ou dissídio; 11% aceitariam manter o emprego, mas tendo de tirar férias compulsórias não remuneradas; e 7% aceitariam um acordo de demissão voluntária.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Ipsos entre os dias 14 e 30 de setembro, a partir de 1,2 mil entrevistas domiciliares, em 72 municípios do País.