O impacto da alta das taxas de juros para financiamento imobiliário promovido pela Caixa Econômica Federal deve ser limitado pela competição entre bancos, avalia o diretor executivo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Renato Ventura. Segundo ele, as instituições financeiras têm feito ajustes regularmente, mas não há um risco de um reajuste sistêmico de preços.

“Qualquer aumento de juros de um participante importante do mercado como a Caixa nunca é uma notícia positiva, ainda mais em um período de desaceleração do mercado imobiliário”, afirmou Ventura. “Mas, vendo o cenário mais macro, esse movimento se contrapõe a uma ideia de maior competitividade no setor de crédito.”

A Caixa confirmou, conforme antecipou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, elevação em praticamente todas as linhas de financiamento imobiliário. O maior aumento de juro promovido no âmbito do SFH ocorreu na linha voltada a servidores que, além de terem relacionamento com a Caixa, recebem seu salário pelo banco. O juro passou de 8,00% para 8,50%. Já no SFI, subiu de 8,80% para 10,20%. Apesar das elevações, a modalidade servidor (relacionamento + salário) segue com o juro mais atrativo praticado pela própria Caixa.

Já no caso do SFI, as taxas balcão foram as que mais subiram, passando de 9,20% para 11,00%. No SFH, essa modalidade foi mantida em 9,15%. O aumento de juros em todas as linhas reflete, segundo o banco, a Selic, taxa de juros básicos da economia, maior.