Governo vai desonerar quem emprega mais

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Mantega: série de medidas.

São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que o governo deve anunciar, em 20 dias, uma série de medidas para reduzir os custos das empresas que são intensivas em mão-de-obra. ?Queremos desonerar as folhas de pagamento das empresas de mão-de-obra intensiva?, comentou. De acordo com o ministro, vários setores deverão ser contemplados pelo benefício, entre eles têxtil, confecções, calçados, móveis e construção civil.

Mantega não quis dar mais detalhes sobre as medidas que devem ser anunciadas até o final do mês, pois, segundo ele, a equipe técnica está estudando seus impactos sobre as contas públicas. ?As alternativas estão sendo analisadas. Se os benefícios virão sobre a folha de pagamento, PIS/Cofins ou sobre o faturamento, não temos uma posição definitiva. Não quero ser precipitado, pois isso pode causar uma repercussão forte. Se errar na mão, fica com um abacaxi.?

O ministro mencionou tais ações que o governo deve adotar no curto prazo depois de ter afirmado que as empresas precisam se preparar para serem mais competitivas.

Banco

Mantega disse, ainda, que o Banco do Sul – a ser criado – deve contar com um aporte inicial de cada um de seus membros, que vai variar de US$ 300 milhões a US$ 500 milhões. Segundo ele, a liberação de recursos por parte do Brasil não virá das reservas internacionais, mas, provavelmente, de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pois não se trata de ?despesa orçamentária?.

?Queremos um banco da América do Sul que seja mais ágil e eficiente, pois outras instituições desse gênero não estão funcionando a contento. Por exemplo, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) não é um banco da América do Sul, possui europeus e é controlado pelos Estados Unidos, além de demorar muito para aprovar um projeto?, disse.

O ministro ressaltou que o banco não terá um país controlador, pois todas as nações da América do Sul serão convidadas para participar e ter assento no conselho diretivo. ?Vamos convidar o Chile, Colômbia, Peru, todos os países da América do Sul. O importante é que não haja diferenças entre os países. Não terá um país que mandará no banco e o Brasil não aspira ter este papel?, declarou.

Real

O ministro disse que na atual conjuntura positiva pela qual a economia brasileira passa, ?é inevitável uma valorização do real?. Segundo ele, é impossível que o Brasil, com as condições atuais dos fundamentos macroeconômicos, sobretudo da balança comercial, não registre uma apreciação da sua moeda.

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