Em meio a discussões sobre a eficiência do gasto público, o subsecretário de Planejamento e Estatísticas Fiscais, Otávio Ladeira, ressaltou nesta quinta-feira, 8, que o governo deve olhar mais para o gasto e que, muitas vezes, o fiscal compete com programas governamentais, já que o governo precisa decidir se os recursos serão poupados para realização de primário ou se serão investidos em programas. “O fiscal compete com outros programas governamentais por recursos, estamos competindo com o restante dos programas governamentais”, disse.

Na ausência de uma avaliação mais criteriosa, Ladeira exemplificou o gasto do governo com o Fies, cerca de R$ 12 bilhões e de R$ 40 bilhões com o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “As vezes, uma avaliação limitada gasta energia olhando para o Fies e não para o BNDES”, afirmou.

Em fala durante o V Congresso Internacional de Informação de Custos e Qualidade do Gasto no Setor Público, organizado pelo Tesouro Nacional, Ladeira avaliou que a estabilização da dívida pública vai além do superávit primário. “Os benefícios tributários que representam 4,5% do PIB, mas é fundamental se debruçar sobre este tema”, frisou.

O subsecretário ponderou a eficiência do Fies e enfatizou a necessidade de uma maior discussão sobre os programas governamentais e usou, novamente, o Fies como exemplo. “Deveria ser o número de pessoas formadas o melhor indicador? Queremos que (os alunos) saiam do outro lado empregado?”, questionou.