A Fundação Getúlio Vargas (FGV) corrigiu uma informação divulgada em nota distribuída hoje. O número de empresas consultadas para cálculo do Índice de Confiança de Serviços (ICS) de dezembro foi de 2.214 – e não de 2.209, como informado anteriormente. Segue novamente o texto, corrigido:

O humor dos empresários do setor de serviços voltou a ficar positivo no último mês de 2010. É o que mostrou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV), ao anunciar o Índice de Confiança de Serviços (ICS), que subiu 0,3% em dezembro ante novembro do ano passado. Em novembro, o indicador havia mostrado queda de 0,3% em relação a outubro. Em uma escala de zero a 200 pontos, em que resultados abaixo de 100 pontos são considerados negativos e desempenhos próximos a 200 pontos são classificados como positivos, o ICS saiu de 131,8 pontos para 132,2 pontos de novembro para dezembro.

A FGV informou que o resultado de dezembro se posiciona próximo à média de 2010 para o ICS (132,5 pontos). Porém, no âmbito do índice de média móvel trimestral, o indicador continuou a apresentar tendência de baixa e corroborou o quadro de arrefecimento da atividade do setor, na avaliação da entidade.

O ICS é dividido em dois subindicadores: o Índice da Situação Atual – S (ISA-S) e o Índice de Expectativas – S (IE-S). O ISA-S atingiu o maior nível da série histórica iniciada em junho de 2008, com taxa positiva de 5,7% em dezembro, após registrar taxa negativa de 2,5% em novembro. Porém, o IE-S caiu 4,4% em dezembro, após subir 1,8% em novembro.

A satisfação com a demanda atual foi o que mais contribuiu para o bom desempenho nas respostas relacionadas ao presente, em dezembro do ano passado. Das 2.214 empresas consultadas, 34,5% avaliam a demanda atual como forte, porcentual recorde da série, e 13,3% a consideram fraca. Em novembro, estas parcelas foram de 27,9% e 13,3%, respectivamente.

Porém, os empresários não estão otimistas quanto à sustentabilidade da boa demanda, nos próximos três meses. Do total de empresas consultadas, a fatia de companhias que preveem aumento da demanda recuou de 47,7% para 42,2% de novembro para dezembro. No mesmo período, aumentou de 8,2% para 11,9% a parcela das empresas que projetam redução da demanda nos próximos três meses. A pesquisa de dados para o ICS ocorreu entre os dias 2 e 28 de dezembro.