Brasília – O diretor-geral de Itaipu, Jorge Samek, confirmou ontem que os preços da energia produzida pela usina hidrelétrica, que fornece de 20% a 25% da energia consumida no Brasil, podem cair até 15% no ano que vem, quando entrarem em operação duas novas turbinas, com potência de 1.400 megawatts (MW). As duas turbinas, que devem começar a funcionar em fevereiro e maio de 2004, vão aumentar a capacidade de Itaipu em 11%, dos atuais 12.800 MW.

A capacidade maior vai diminuir o custo de Itaipu, permitindo a redução dos preços, que hoje estão em US$ 15,93 o megawatt/mês. “Ainda não concluímos o estudo de quando será a redução, mas trabalhamos com uma faixa de 10% a 15%”, disse Samek, que participou ontem à tarde de uma reunião de três horas com a ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, e os presidentes das principais estatais federais do setor, Eletrosul Eletronorte, Furnas, Chesf e Eletrobrás.

O presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, disse que a reunião fez parte de uma prática de trabalho definida pelo novo governo, de reunir os presidentes das estatais para discutir o setor. Segundo ele, o encontro de hoje foi o segundo dos presidentes, mas o primeiro a ter a participação da ministra. “Discutimos o futuro do setor, a questão do preço da energia, a licitação de linhas de transmissão, a ampliação de Itaipu, de Tucuruí”, disse Pinguelli. “Há bastante investimentos em andamento e a ministra está muito animada. Afastamos também qualquer risco de apagão”, no curto prazo, relatou Samek, “graças ao bom nível dos reservatórios”. O diretor-geral de Itaipu acrescentou que cada presidente detalhou a situação da respectiva empresa, apresentando projetos em andamento e suas necessidades específicas. “Há várias obras em construção e falamos também do que precisa ser feito.”