Na passagem de maio para junho, a taxa de desemprego avançou em apenas duas das seis regiões metropolitanas onde a Fundação Seade e o Dieese realizam a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED). Em outras três regiões, a taxa registrou leve queda, considerada pelas entidades como “relativa estabilidade”, e não variou em uma delas. Segundo a pesquisa, no período, a taxa aumentou em Porto Alegre e São Paulo, enquanto caiu no Distrito Federal, Fortaleza e Salvador e permaneceu a mesma no Recife.

Entre maio e junho, o maior aumento da taxa de desemprego ocorreu em Porto Alegre, onde passou de 7,8% para 8,5%. Na região metropolitana da capital paulista, a taxa subiu de 12,9% para 13,2%. Já no Distrito Federal, a taxa caiu de 14,4% em maio para 14,2% em junho, enquanto em Fortaleza diminuiu de 8% para 7,9% e, em Salvador, de 18,2% para 18%. Na região metropolitana do Recife, a taxa se manteve inalterada em 13,5% no sexto mês do ano, assim como em maio.

Renda

Dados do Seade e do Dieese mostram que, entre abril e maio, o rendimento médio real dos ocupados aumentou em duas das seis regiões metropolitanas: de São Paulo (0,7%, passando a equivaler a R$ 1.941) e do Distrito Federal (0,4%, para R$ 2.710). Em Fortaleza (-1,6%, para R$ 1.193), Salvador (-1,2%, para R$ 1.296) e Porto Alegre (-0,7%, para R$ 1.865), a renda caiu. No Recife, o rendimento médio real dos ocupados praticamente não variou, ao cair apenas 0,1%, para R$ 1.273.

Já o rendimento médio real dos assalariados cresceu nas regiões metropolitanas de São Paulo (0,2%, para R$ 1.945) e do Recife (0,8%, para R$ 1.377), mas caiu em Fortaleza (-2%, para R$ 1.247), Salvador (-1,9%, para R$ 1.357) e Porto Alegre (-1,7%, para R$ 1.827). No Distrito Federal, por sua vez, a renda se manteve praticamente estável, ao passar de R$ 2.906 em abril para R$ 2.904 em maio.