O déficit comercial do Reino Unido ficou estável em 7,3 bilhões de libras esterlinas (US$ 10,6 bilhões) em abril, de acordo com o Departamento Nacional de Estatísticas. O valor dos bens de exportação caiu pela primeira vez desde janeiro, em 0,6%, para 21,3 bilhões de libras esterlinas (US$ 30,97 bilhões). As importações totais cederam 0,4%, para 28,6 bilhões de libras esterlinas (US$ 41,58 bilhões). Economistas esperavam um déficit de 6,8 bilhões de libras (US$ 9,9 bilhões). O déficit comercial de março foi revisado para 7,3 bilhões de libras, pouco menor que os 7,5 bilhões de libras calculados no mês passado.

Autoridades do Reino Unido esperavam que a libra fraca impulsionasse as exportações e contribuiria para uma recuperação da economia da recessão de 2008 e 2009. Entretanto, a instabilidade das economias da zona do euro limitou os benefícios da libra fraca e restringiu o crescimento das exportações. Segundo o órgão que divulgou os números, a interrupção de voos provocada pela erupção de cinzas vulcânicas na Islândia pode ter tido um impacto “um pouco negativo” tanto nas exportações quanto nas importações de abril.

No período de três meses até abril, comparado ao mesmo intervalo no ano passado, as exportações do Reino Unido foram 14,9% maiores e as exportações subiram 11,2%. O déficit do Reino Unido no comércio com países da União Europeia subiu para 3,3 bilhões de libras (US$ 4,8 bilhões) em abril, contra 3,2 bilhões de libras no mês anterior. Com os países que não pertencem à União Europeia (UE), o déficit comercial de abril foi de 4 bilhões de libras (US$ 5,8 bilhões), frente a 4,1 bilhões de libras em março.

Em abril, a balança comercial do Reino Unido com a China apresentou déficit de 1,63 bilhão de libras (US$ 2,4 bilhões), número que continua mais alto do que antes do início da recessão. As exportações para a China subiram nos últimos dois anos, mas continuaram a representar uma fração pequena do valor total de exportações, de apenas 597 milhões de libras (US$ 868 milhões) em abril.

O primeiro-ministro David Cameron colocou o crescimento das exportações e o equilíbrio da economia como meta central de seu governo. Entretanto, seu antecessor Gordon Brown havia declarado aspirações similares, mas os números de hoje mostram o quanto este objetivo é desafiador. As informações são da Dow Jones.