O crédito em circulação oferecido pelos quatro principais bancos estatais da China recuou em outubro, no momento em que a segunda maior economia do mundo desacelerou e mais empréstimos com problemas foram registrados no sistema financeiro nacional.

Os quatro maiores bancos do país – Industrial & Commercial Bank of China, China Construction Bank, Agricultural Bank of China e Bank of China – tinham um total de 35,7 trilhões de yuans (US$ 5,6 trilhões) de empréstimos em circulação no fim de outubro, 65,6 bilhões de yuans a menos que no mês anterior, segundo dados do Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês).

É a primeira queda no crédito em circulação dos quatro grandes bancos do país desde pelo menos 2009, quando o banco central começou a divulgar esses dados. Os empréstimos dos quatro maiores bancos em geral representam um terço dos empréstimos totais dos bancos na China.

Em outubro, os empréstimos de todos os bancos chineses recuaram fortemente, para 513,6 bilhões de yuans, após atingirem uma máxima em setembro, em uma mostra dos limites dos esforços de Pequim para usar o crédito para impulsionar o crescimento econômico. O declínio mostra que Pequim busca um equilíbrio entre o crescimento e a alta nos empréstimos com problemas.

No fim de setembro, os bancos comerciais chineses registraram um total de 1,19 trilhões de yuans de empréstimos em atraso em seus registros, levando a taxa de empréstimos com problemas em relação ao total de empréstimos para 1,59%, uma alta ante a de 1,5% do fim de junho, segundo números oficiais. Fonte: Dow Jones Newswires.