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Economia

Copom prevê que inflação vai cair

  • Por Agência Estado

Brasília  – As perspectivas de queda da inflação fizeram com que os diretores do Banco Central optassem em manter em 26,5% a meta da taxa Selic na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Entretanto, os riscos de concretização de trajetórias de queda da inflação mais “favoráveis” forçaram os diretores a adotarem o viés de alta.

De acordo com a ata da reunião do Copom da semana passada, divulgada ontem pelo BC, os diretores admitem que a inflação projetada para este ano no cenário básico, utilizado pelo próprio BC, está acima da meta ajustada de 8,5%. Mas destacam que as perspectivas para a queda da inflação a partir do segundo trimestre do ano são positivas.

“O Copom avalia que a política monetária está sendo capaz de trazer a inflação para uma trajetória compatível com aquela delineada na Carta Aberta ao Ministério da Fazenda já a partir do segundo trimestre deste ano”, argumentam os diretores.

Também é destacado no texto da ata que ainda é cedo para avaliar “em sua plenitude” o efeito das ações de política monetária implementadas nos últimos meses .

“Nesse sentido, cenários alternativos foram avaliados pelo Copom, que resultam em trajetórias de inflação que se aproximam da meta ajustada em 2003. Em função disso, o Copom decidiu manter a taxa Selic inalterada em 26,5%”, justificam.

Gasolina

O Copom elevou de 8% para 12,4% sua estimativa para o reajuste de preços da gasolina este ano. Apesar da elevação, os integrantes do Comitê ressaltam na ata da reunião da semana passada, divulgada ontem, que diante dos reajustes verificados em fevereiro, o preço da gasolina deverá ficar estável até o final do ano.

Os diretores do BC também elevaram de 27,1% para 27,5% a projeção para o reajuste das tarifas de energia elétrica residencial para 2003. A inflação registrada até agora em 2003 fez com que os diretores do BC elevassem em 0,9 ponto porcentual a projeção para a inflação dos preços administrados por contrato ou monitorados este ano para 16,8%.

“O aumento de 0,9 p.p. desde a reunião de fevereiro do Copom deve-se, quase que exclusivamente, à inflação já ocorrida”, explicam os diretores do BC na ata da reunião da semana passada. Os diretores destacam que desses 16,8% projetados, 6,6% já ocorreram nos dois primeiros meses do ano. Para 2004, o Copom também elevou de 8,7% para 9% suas perspectivas de inflação para os preços administrados.

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