O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 4,7% no trimestre encerrado em agosto em relação ao mesmo período de 2012. No trimestre terminado em julho, houve queda de 4,0%, também na comparação com igual período do ano passado. Este é o segundo mês consecutivo de ampliação da queda interanual nesta base de comparação.

O índice médio do trimestre ficou em 116,3 pontos, ante 118,8 em julho, o que sinaliza, segundo a FGV, tendência de desaceleração do ritmo de atividade econômica do setor no terceiro trimestre de 2013. “Assim como em julho, a piora do ICST deveu-se tanto à avaliação sobre a situação atual quanto às expectativas, usando a base de comparação trimestral”, informou a FGV. O Índice de Expectativas (IE) passou de -0,8% no trimestre findo em julho para -1,4% em agosto, enquanto o Índice da Situação Atual (ISA) passou de -7,8%, para -8,5%, na mesma comparação.

A comparação interanual mensal – um mês sobre o mesmo mês do ano anterior – também ampliou a queda de 3,9% em julho para um recuo de 5,3% em agosto. Nesta base de análise, o ISA passou de uma queda de 7,4% em julho para recuo de 8,6% em agosto e o indicador que mede as perspectivas futuras foi de -0,9% para -2,5%.

Dos 11 segmentos pesquisados, sete apresentaram piora no indicador interanual trimestral, com destaque para Obras de Acabamento (de -2,0%, em julho para -4,3%, em agosto) e Instalações Elétricas, (0,4% para -1,7%).

A queda do ISA em julho foi influenciada pelo quesito evolução recente da atividade (de -5,1% no trimestre findo em julho ante igual período de 2012 para -6,5% no trimestre encerrado em agosto). Das 685 empresas consultadas pela FGV, 19,8% disseram que o nível de atividade aumentou no trimestre finalizado em agosto, contra 24,9% no mesmo período do ano anterior. A proporção de empresas que informaram que a atividade diminuiu, por sua vez, aumentou de 17,3% em agosto de 2012 para 19,2% em agosto deste mês.

Já o IE foi influenciado pelo quesito que avalia a demanda prevista (de 1,0% em julho para -0,6% em agosto, na mesma base de comparação). A proporção de empresas que prevê aumento na demanda no trimestre encerrado em agosto é de 33,0%, contra 32,1% no mesmo período em 2012, enquanto a parcela das que estão prevendo diminuição foi de 7,9%, contra 6,2%, em agosto de 2012.