Percorrer 1.000 quilômetros com um carro elétrico custa cerca de R$ 155, enquanto um modelo a gasolina gasta aproximadamente R$ 662 na mesma distância. A diferença representa uma economia de 76% e coloca o custo operacional no centro da decisão de compra dos brasileiros. As informações são da Gazeta do Povo.

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O cálculo considera o preço médio nacional da gasolina em R$ 6,62 por litro, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e a tarifa residencial média de R$ 1,03 por kWh, conforme a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Um carro a combustão com consumo de 10 quilômetros por litro precisa de 100 litros para rodar 1.000 quilômetros. Já um veículo elétrico com consumo de 15 kWh a cada 100 quilômetros necessita de 150 kWh para a mesma distância.

Na prática, rodar com um carro elétrico custa cerca de R$ 0,16 por quilômetro, enquanto um modelo a gasolina gasta aproximadamente R$ 0,66. O valor pode variar conforme a distribuidora de energia, a incidência de tributos e a bandeira tarifária vigente. Em junho de 2026, a ANEEL manteve a bandeira amarela, que adiciona R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.

A comparação considera apenas o custo da energia consumida e não inclui diferenças no preço de compra, depreciação, seguro ou substituição de baterias. Os dados de eficiência energética vêm do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro.

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Os motores elétricos convertem uma parcela muito maior da energia armazenada em movimento do que os motores a combustão, que dissipam grande parte da energia na forma de calor. Essa diferença de eficiência ajuda a explicar por que os veículos elétricos mantêm vantagem operacional mesmo quando a eletricidade sofre reajustes.

A Agência Internacional de Energia (IEA) reforça essa conclusão no relatório Global EV Outlook 2025. Segundo o estudo, mesmo em cenários de queda do preço internacional do petróleo, os veículos elétricos continuam apresentando menor custo de utilização na maioria dos grandes mercados quando recarregados em casa. Seriam necessários preços excepcionalmente baixos do petróleo para eliminar essa vantagem econômica.

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O presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Bastos, defende que a economia com abastecimento é um dos principais fatores de expansão da eletromobilidade. Ele ressalta, porém, que a decisão de compra deve considerar o custo total de propriedade, incluindo preço de aquisição, manutenção, seguro, depreciação e valor de revenda, e não apenas o gasto com energia.

Dados do Google Trends mostram que o interesse dos brasileiros pelo tema mudou. As buscas deixaram de se concentrar apenas em dúvidas básicas sobre a tecnologia e passaram a incorporar questões práticas relacionadas ao custo de uso. As consultas sobre o funcionamento da tecnologia permanecem estáveis e com menor intensidade, enquanto as buscas ligadas ao custo da recarga e à viabilidade econômica ganham espaço desde 2021, acompanhando o aumento da oferta de modelos elétricos no país.