Depois de operar com muita volatilidade, a Bovespa contou com um empurrãozinho da agência de classificação de risco Moody´s para se decidir pela alta no fechamento da sessão desta quinta-feira (23). A Moody’s, enfim, anunciou nesta quinta-feira a elevação dos ratings soberanos em moeda local e estrangeira para Ba1. A Bovespa, que na hora do anúncio estava praticamente estável, deu uma ligeira guinada para cima, mesmo sentido em que fechou, com variação de +0,20%, aos 51.848 2 pontos.

A decisão da Moody´s não foi recebida com muito entusiasmo porque esta agência estava atrasada em relação às agências Standard & Poor’s (S&P) e Fitch, que já haviam revisado em alta as notas brasileiras. O anúncio pegou os mercados de câmbio e juros já fechados e não teve impacto nos preços.

A melhora do rating pela Moody’s atingiu apenas os contratos de juros de prazo mais longo da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), que aceleravam a queda no sistema eletrônico. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012, que fechou em 12,12% ao ano, passou a 12,05%. O DI para janeiro de 2014 projetava 12,08%, ante fechamento de 12,11%.

No mercado eletrônico de dólar futuro, o contrato de setembro, mais negociado, mostrou pouca oscilação em relação ao encerramento no viva-voz da BM&F, cotado a R$ 1,989, em baixa de 1,27%. Por volta das 17h39, o dólar setembro apontava recuo de 1 30%, a R$ 1,988.