A paciência do governo do Estado e da Assembleia Legislativa com a falta da construção da Refinaria Premium II, no Pecém, no Ceará, que se arrasta há dez anos, chegou ao limite nesta quinta-feira. O presidente da Assembleia, José Albuquerque (PSB), cobrou em pronunciamento na Casa o início imediato das obras. Albuquerque lançou uma campanha de mobilização para que a Petrobras comece a construir a refinaria ainda neste semestre.

A Assembleia Legislativa percorrerá, a partir do fim deste mês, 12 cidades de todas as macrorregiões do Estado, mobilizando os cearenses em defesa do início imediato das obras. Serão realizadas atividades públicas em Aquiraz, Baturité, Camocim, Crato, Crateús, Fortaleza, Iguatu, Itapipoca, Limoeiro do Norte, Quixadá, Sobral e Tianguá.

“Compromisso assumido pelo ex-presidente Lula e confirmado pela presidente Dilma, a Refinaria Premium do Ceará precisa começar a virar realidade”, destacou, em discurso. Ele cobrou maior empenho das presidentes da República, Dilma Rousseff, e da Petrobras, Graça Foster, de honrar o que classificou de “compromisso firmado com o povo cearense”.

“O terreno, parte do acordo que cabe ao governo do Estado, já está pronto e foi entregue pelo governador Cid Gomes (PSB) à presidente Dilma”, informou. De acordo com Albuquerque, a Refinaria Premium II será a redenção econômica para o Ceará. O presidente da Assembleia Legislativa do Estado Ceará lembrou que, com a refinaria, “a economia cearense terá substantivo avanço”. “Serão criadas novas empresas, gerando empregos, aumentando a arrecadação de impostos e promovendo a melhoria das condições de vida da população.”

Albuquerque estima que, com um ano de funcionamento, a Refinaria Premium elevará em 50% o Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará. Na construção, serão gerados 90 mil empregos diretos e indiretos. De acordo com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, a Refinaria Premium do Ceará é fundamental para que o Brasil reduza custos logísticos na exportação de petróleo e na importação de derivados. Mesmo a entrada em operação da Refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, segundo Albuquerque, não será suficiente para cobrir o crescimento da demanda, e o País tende a continuar precisando comprar no exterior o volume de combustível que é incapaz de produzir. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.