A taxa de câmbio abriu em alta de 0,25% no mercado interbancário com o dólar comercial negociado a R$ 2,038, às 9h50. A China voltou ao foco das atenções, com o crescimento de sua economia acima do esperado no primeiro trimestre do ano, e levou os investidores a uma piora de humor esta manhã. O mercado cambial brasileiro deve acompanhar esse movimento, num primeiro momento.

Os mercados financeiros internacionais adotaram uma postura defensiva. Tanto as bolsas européias quanto os índices futuros das bolsas norte-americanas operam em queda expressiva. Esse ambiente deve contaminar os negócios por aqui. E promete ofuscar pelo menos no início do dia, algumas boas notícias que vinham alimentando o bom humor.

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, ontem à noite, de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual para o nível de 12,5% ao ano foi considerada uma boa notícia. Não pela decisão e tamanho da redução em si, que já era esperada, mas porque a votação do Copom mostrou que três dos sete diretores que integram o comitê votaram a favor de um corte maior, de 0,5 ponto da taxa básica de juros da economia brasileira. Isso sinaliza que pode haver uma aceleração do ritmo de alívio monetário, na próxima reunião, em junho.

Embora tecnicamente juro menor aponte para dólar em alta, porque diminui a chance de arbitragem, no caso do Brasil a regra não se aplica neste momento. Primeiro, porque o juro real brasileiro segue no topo do ranking mundial. Mas também porque a queda da taxa de juros alimenta a disposição do investidor em aplicar em renda variável – o que significaria mais fluxo de capital externo no Brasil.