Diego Maradona fica deprimido com proibição de visitas

O ex-astro do futebol argentino completará na noite desta quarta-feira (4) uma semana de internação na Clínica Güemes, no bairro portenho de Palermo. ´El Diez´, como é conhecido popularmente, está com uma hepatite tóxica provocada por elevado consumo de álcool nos últimos meses.

O médico pessoal de Maradona, Alfredo Cahe, afirmou que nestes últimos dias o ex-jogador teve uma depressão "mais intensa". Mas explicou que não quis "ajuda terapêutica".

Cahe sustentou que seu paciente lhe pediu que assinasse um documento que permitiria abandonar o hospital. "Assine e me tire daqui", falou Maradona, segundo Cahe.

Cuidar do ex-craque não é tarefa fácil. No ano 2004, quando teve uma overdose de cocaína que quase o matou, ele fugiu do hospital no qual estava internado. Ao voltar ao local, na ocasião com um problema grave de peso, Maradona protagonizou cenas de rebeldia explícita, que incluiu a destruição dos móveis de seu quarto.

Por conta disso, os médicos da Güemes proibiram as visitas ao ex-jogador. "Ele está em período de abstinência alcoólica e, para que não mostre agressividade nem continue com o insistente pedido de sair, cuidamos para que não receba visitas", disse o diretor médico da clínica, Héctor Pezzella.

Segundo Pezzella, as visitas deixavam o ex-jogador "muito tenso e nervoso", e por isso foram proibidas. Sobre um possível transplante de fígado, o médico afirmou que esse procedimento "nunca pode ser feito em uma pessoa alcoólica".

Desde que Maradona foi internado "não consumiu nenhuma gota de álcool", mas o período de crise por abstinência mal começou, pois "dura entre sete e dez dias".

De acordo com Pezzella, "caso houvesse uma insuficiência hepática terminal ou uma hepatite virótica fulminante, um transplante poderia ser considerado, mas neste caso não".

Sobre a possibilidade de uma recaída de Maradona depois de superada a crise atual, o médico disse que "diminuiria a capacidade funcional do seu fígado e aí sim ele ficaria com problemas".

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