Rio ? A decisão sobre o leilão de venda da Varig deve ser anunciada hoje (12) pelo juiz responsável pelo caso, Luiz Roberto Ayoub, titular da 8ª Vara Empresarial do Rio, onde corre o processo de recuperação judiciária da companhia aérea.

Antes, porém, Ayoub deve ouvir empresários da NV Participações, grupo que representa a entidade Trabalhadores do Grupo Varig (TGV). No leilão realizado no último dia 8, a NV fez a única oferta pela Varig, de R$ 1 bilhão. Na última sexta-feira (9), o juiz intimou a empresa para esclarecer alguns pontos que julgou obscuros na proposta.

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, onde será o encontro, informou ontem (11) que, dependendo das informações apresentadas, o juiz poderá adiar o pronunciamento para a terça-feira (13). Hoje, às 18 horas, Ayoub deve conceder uma coletiva sobre o assunto.

Em entrevista à Agência Brasil ontem, o consultor econômico da TGV, Paulo Rabello de Castro, disse que, após o pregão foi feita uma audiência judicial na qual ele mesmo esclareceu detalhes da proposta. "Mas qualquer esclarecimento solicitado pelo juiz vai ser prestado. Se alguma coisa está obscura, vai ficar clara", ponderou.

Ele nega que a proposta dos trabalhadores inclui apenas uma parcela em dinheiro vivo, de R$ 285 milhões. "É tudo em dinheiro vivo, à vista ou quase à vista". Castro informou que a parcela inicial de R$ 225 milhões de dívidas da Varig com os empregados (créditos concursais) também é para o pagamento à vista. "Na hora em que eles são trocados, é como se fosse dinheiro vivo".

De acordo com ele, o mesmo ocorre em relação aos R$ 500 milhões em debêntures (títulos). "Na realidade, a questão das moedas é algo imaterial. O lance ofertado está de acordo com o que foi solicitado no edital".