Uma votação online que ocorre até às 14h desta terça-feira (11), irá definir se os trabalhadores da empresa Renault, com fábrica em São José dos Pinhais (PR), na região metropolitana de Curitiba, irão acabar ou seguir com a greve que já dura 21 dias. O principal motivo da paralisação foram as 747 demissões em julho. Após negociações com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), no fim de semana, ficou decidido que estes funcionários poderão retornar a empresa. Caso aprovada a proposta , a greve será encerrada e os trabalhadores voltam ao expediente normal na quarta-feira (12) com exceção dos 747 trabalhadores readmitidos que ficarão em casa, mas recebendo salário, até que seja concluído o PDV (Plano de Demissão Voluntária), no dia 20 de agosto.

A votação ocorre por um sistema online que foi desenvolvido pelo Sindicato que irá repassar aos trabalhadores uma proposta fechada que sinaliza um pacote salarial de 4 anos que inclui a Data Base, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e abono salarial. Sérgio Butka, presidente do SMC, admitiu que a negociação foi complicada com a empresa e espera que após a votação, os trabalhadores retornem com mais serenidade as suas funções. “Apesar de difícil, conseguimos estabelecer uma negociação com a Renault e construir uma proposta que garantisse a readmissão dos trabalhadores. Agora vamos esperar a votação dos trabalhadores. O que importa é o trabalhador pode ter mais tranquilidade para desenvolver sua função e produzir melhor”, disse o presidente.

A fábrica da Renault fica em São José dos Pinhais (PR), possui cerca de 7.300 trabalhadores que produzem os modelos Sandero Stepway, Logan, Kwid, Duster, Oroch, Master e Captour. A fábrica ainda conta com uma unidade de motores e injeção de alumínio.

A Greve

A paralisação iniciou no dia 22 de julho quando, um dia antes, a empresa demitiu 747 trabalhadores. Além da greve, várias manifestações ocorreram em São José dos Pinhais (PR), inclusive com alguns relatos de confusões como queima de pneus e brigas. Segundo a empresa, o motivo das demissões deve-se a queda das vendas da Renault em 47% no primeiro semestre, e a falta de perspectiva de retomada do mercado.