A vereadora Laís Leão (PDT) protocolou nesta terça-feira uma representação com pedido de cassação do mandato do vereador Guilherme Kilter (Novo) por quebra de decoro parlamentar. O motivo é uma série de publicações do parlamentar nas redes sociais defendendo e incentivando o que chamou de “Movimento demita petista”.

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No conteúdo publicado por Kilter, o vereador exibe mensagens celebrando a demissão de trabalhadores motivada por posicionamento político. As imagens trazem de forma repetida a frase “demitir petista é gostoso demais”. Para a vereadora autora da denúncia, o comportamento do parlamentar ultrapassa o debate ideológico e estimula a discriminação no ambiente de trabalho.

“A liberdade de expressão não dá a um parlamentar o direito de incentivar condutas ilícitas ou de deboche com o trabalhador. O cargo exige decoro e respeito à legislação”, defendeu Laís Leão, apontando que o Código de Ética da Casa estabelece que os vereadores devem combater preconceitos e discriminações de qualquer natureza.

A Tribuna do Paraná procurou a Câmara Municipal de Curitiba que confirmou o recebimento da representação ético-disciplinar. O documento passa agora pela análise de admissibilidade da Mesa Diretora, etapa que verifica apenas os requisitos formais e regimentais, sem entrar no mérito do pedido. Se aprovado, o processo segue para a Corregedoria do Legislativo.

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Até o fechamento desta reportagem, a reportagem aguardava o posicionamento oficial do vereador Guilherme Kilter sobre o pedido de cassação e as denúncias apresentadas.

O Partido NOVO do Paraná manifestou, em nota, “seu apoio integral ao vereador e deputado federal eleito Guilherme Kilter diante do pedido de cassação apresentado pela vereadora Laís Leão”.

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Assinado por Lucas Santos, presidente do partido no Paraná, o partido questionou a postura dos adversários. “É curioso como alguns setores da esquerda gostam tanto de falar em democracia, pluralidade e liberdade de expressão, mas demonstram tão pouca tolerância quando encontram alguém que pensa diferente”. A nota diz ainda que o partido repudia o pedido e reafirma seu compromisso com a liberdade de expressão e que defenderá as garantias constitucionais de Kilter.

Ação no MPT

Além da representação encaminhada à Mesa Diretora da Câmara, o caso foi levado ao Ministério Público do Trabalho (MPT-PR). O objetivo é que o órgão investigue a prática de assédio eleitoral e a incitação à discriminação ideológica nas relações de trabalho, apurando se houve dano moral coletivo.