O jornalista paranaense Sandro Dalpícolo vai estar novamente na bancada do Jornal Nacional no dia 15 de fevereiro. Mais uma vez o apresentador da RPC TV estará ao lado de Luana Borba, da Rede Amazônica, com quem fez dupla em setembro de 2019 no rodízio de jornalistas da rede na comemoração aos 50 anos do telejornal. Na primeira apresentação do JN, Dalpícolo chegou a ser um dos assuntos mais comentados nas mídias sociais, com a hashtag #SandroNoJN.

A Tribuna do Paraná conversou com o apresentador do Boa Noite Paraná sobre as curiosidades do Jornal Nacional. No bate-papo, Dalpícolo conta o que não pode fazer de jeito nenhum na bancada, quem escolhe a roupa que os apresentadores vestem, o que os jornalistas conversam enquanto sobe o letreiro e até do jantar que rola após o jornal. “Fomos a um restaurante pra comemorar, mas coisa simples”, revela.

Tribuna – O que os apresentadores conversam enquanto sobe o letreiro no fim do JN?

Sandro Dalpícolo: A gente agradece pela companhia e pelo ajuda de todos. O Jornal Nacional engloba muitos profissionais capacitados que estão ali para auxiliar os apresentadores. Na primeira vez, cumprimentei a Luana na hora. O microfone estava desligado e não recebemos nenhuma orientação para este momento.

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Tribuna – Quais medos o apresentador tem na hora que se senta na bancada do JN?

Sandro Dalpícolo: Ali tudo é muito bem marcado e pensado. No piloto [teste] que fizemos no dia da apresentação, é feito um treinamento de como se posicionar e até mesmo como se levantar da bancada. Existe o receio de arrastar a cadeira junto, mas como relatei, existe marcação para tudo.  

Tribuna – Quem escolhe as matérias que vão para o ar?

Sandro Dalpícolo: A definição ocorre por uma grande equipe. No dia em que estive lá, ocorreu um grande incêndio em um hospital no Rio de Janeiro. Foi um dia pesado, pois teve morte. Espero que desta vez não ocorra nenhum problema. Estamos acostumados com o jornalismo diário, com notícias boas e ruins. A questão é que o JN abrange o país inteiro.

Tribuna – Qual a diferença dos equipamentos do JN pros da RPC?

Sandro Dalpícolo: O JN é modelo para todas as TVs e os equipamentos são de última geração. O que fiquei impressionado é que não existe a cameraman. Tudo é realizado por um sistema semelhante ao videogame com controle.

Sandro Dalpícolo volta ao Jornal Nacional no dia 15 de fevereiro.

Tribuna – O que o apresentador não pode fazer de jeito nenhum na bancada do JN?

Sandro Dalpícolo: Não existe uma proibição e sim algumas recomendações. A postura é algo muito importante e agradeço demais ao Fernando Gueiros, responsável pelo operacional do Jornal Nacional. Ele alertou muito a gente a colocar a mão na bancada e até mesmo a administrar a velocidade que a notícia vai ser divulgada.

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Tribuna – Qual a preparação para apresentar o JN?

Sandro Dalpícolo: O programa piloto ajudou muito para entendermos a questão estrutural do JN. Fora dali, a fonoaudióloga Débora Feijó auxiliou muito com os cuidados com a voz, a hidratar e realizar exercícios vocais.

Tribuna – Quem escolhe as roupas dos apresentadores do JN?

Sandro Dalpícolo: Enviamos imagens para a figurinista da Globo e lá definimos qual o melhor terno a ser utilizado. A ideia é usar algo discreto, pois o telespectador precisa estar atento ao noticiário e não para a gravata ou o terno. Elegância é importante, mas a informação é prioridade.

Tribuna – O Willian Bonner é parceiro?

Sandro Dalpícolo: Não tive contato com ele porque ele estava ausente quando apresentei. Quem ajudou muito foi o Rodrigo Bocardi, que apresenta diariamente o Bom Dia São Paulo. Ele foi bem bacana e deu força para a gente lá.

Tribuna – Rola um grupo de WhatsApp da galera que já apresentou o JN?

Sandro Dalpícolo: Tem sim! E falamos basicamente da escala. Foi criado para aqueles que substituíram o Bonner e a Renata Vasconcelos.

Tribuna – Depois do JN, a turma sai pra tomar um chopinho ou jantar?

Sandro Dalpícolo: Saímos para um restaurante após a apresentação. A ideia foi comemorar o dia com toda a equipe. Algo simples, nada demais.

Tribuna – Que estrela do jornalismo te emocionou ao encontrar no JN?

Sandro Dalpícolo: O Dirceu Rabelo, o homem da voz do telejornal. Quando a voz dele entrou falando meu nome,  balancei. Sempre escutei a voz dele e aquilo foi demais. Outra pessoa que foi muito legal encontrar foi a Renata Vasconcelos. Ela gravou até uma mensagem para minha esposa falando que eu estava sendo bem cuidado por lá.