O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba aceitou integralmente a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) contra o policial civil Marcelo Pereira, acusado de matar o empresário Antônio Carlos Antunes, de 51 anos, após uma discussão no Barbaran, bar localizado no Centro de Curitiba. O caso aconteceu no dia 26 de setembro de 2025.
Conforme explica nota da advogada da família de Antônio Carlos, Caroline Mattar Assad, com a aceitação da denúncia, Marcelo passa a ser considerado réu por homicídio duplamente qualificado, dando início ao processo criminal.
Com isso, também está descartada a possibilidade de absolvição sumária – quando uma decisão judicial encerra o processo antes do julgamento principal -, pela alegação de legítima defesa.
Advogado de Marcelo, Heitor Luiz Bender diz, em nota, que a denúncia faz uma interpretação parcial dos fatos, não considerando todos os documentos já apresentados no processo. De acordo com ele, esses pontos serão pontuados com a produção de provas e direito de defesa.
A defesa do policial civil também ressalta que a denúncia é parte do procedimento formal do processo e não significa que o réu seja considerado culpado. Por fim, a nota do advogado pontua que a defesa irá buscar a absolvição de Marcelo.
Relembre o caso
A situação aconteceu na noite do dia 26 de setembro, uma sexta-feira. Conforme aponta inquérito da Polícia Civil do Paraná (PCPR), a discussão entre Antônio Carlos e Marcelo começou dentro do banheiro do bar, por conta de um copo deixado por Antônio sobre a pia. Testemunhas relataram que o policial retirou o copo para lavar as mãos, provocando uma reação negativa do empresário.
A discussão se transformou em agressão física. Na ocasião, o policial afirmou ter sido atingido na cabeça e prensado contra a porta durante os golpes. Em determinado momento da briga, o policial, que estava de folga no dia, sacou a arma e disparou contra Antônio.
A vítima foi levada ao Hospital Universitário Evangélico Mackenzie em estado grave, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dias depois, na madrugada de 1º de outubro.
O inquérito da PCPR foi concluído em dezembro do ano passado e apontou que o policial agiu em legítima defesa.
