Curitiba quer voltar para o calendário nacional dos grandes eventos. Para isso, a prefeitura abriu edital de licitação para concessão da Ópera de Arame, Pedreira Paulo Leminski e Parque Náutico do Iguaçu, em lote único, por 25 anos. A abertura das propostas de preços será no dia 4 de junho.

De acordo com o edital, a Ópera de Arame será destinada a eventos para até mil pessoas, a Pedreira para até 25 mil pessoas (desde que atendidas as exigências judiciais) e o Parque Náutico para até 50 mil pessoas. Segundo o superintendente de concessões da Secretaria de Administração, Wilson Justus, trata-se de um edital de concessão pública a um parceiro privado, o que não quer dizer privatização. “Nós fizemos o mesmo com o Parque Barigui e agora ele está totalmente renovado, sem o uso do dinheiro público”, comenta.

O edital obriga o investidor a revitalizar os espaços, com o direito do uso dos mesmos para a realização de eventos. O investimento previsto é de R$ 15 milhões. “Nós vamos priorizar as empresas que se preocuparem com segurança e manutenção. O percentual mínimo a ser repassado para prefeitura é 4% sobre a receita bruta mensal, além dos 5% de ISS por evento. Metade dos recursos será destinada à Fundação Cultural e a outra metade, ao Fundo do Meio Ambiente”, explica. A prefeitura gasta pelo menos R$ 100 mil mensais para fazer essa manutenção.

O líder da campanha “A Pedreira é Nossa!”, vereador e urbanista Jonny Stica (PT), comemora a “volta” da Pedreira, mas quer uma reformulação do edital e que as regras sejam discutidas em audiência pública. “Faltou publicidade e transparência”, lamenta em relação à pouca divulgação do processo de licitação. Stica também lembra que há um interesse cultural que deve prevalecer sobre o econômico. “Temos que ver como ficam os artistas e os produtores locais, qual será a contrapartida social, além da preservação do nome Paulo Leminski”, reclama.