Obra para prevenção de enchentes na Trincheira do Sabará, na Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, na CIC, em Curitiba, pode ter uma espécie de ‘prova de fogo’ neste sábado (20). É que a previsão para o fim de semana é de chuva volumosa com risco de temporais isolados em regiões do estado, incluindo a região Leste, abrangendo Curitiba e o Litoral.
Os trabalhos no local executados pela prefeitura de Curitiba, já em fase de conclusão, têm como objetivo reduzir os alagamentos recorrentes no local. A nova rede de drenagem já foi implantada. Agendados para sábado e domingo, os serviços de manutenção do asfalto, etapa de finalização após a intervenção de macrodrenagem que aperfeiçoou o sistema de escoamento das águas pluviais, precisaram ser adiados devido a previsão de chuvas.
O serviço seria realizados na Avenida Juscelino Kubitschek e nas ruas Senador Accioly Filho e Ricardo Emílio Michel. Ao todo, 320 metros de pavimento e calçadas alterados durante a implantação da nova rede de drenagem serão recompostos em nova data, ainda não anunciada. Serão necessários bloqueios parciais das ruas para a execução do recapeamento.
Segundo informações da prefeitura, a nova drenagem chega como solução ao problema que atingia a região há anos. A rede de proporções inferiores causava alagamentos frequentes no ponto mais baixo da Avenida Juscelino Kubischek, via marginal do Contorno Sul. A nova galeria, com cerca de 260 metros de extensão, foi projetada para a necessidade da bacia de drenagem, com maior capacidade de escoamento das águas da chuva.
Cheias atingiam empresas da região
Vendedor de uma loja de sofás que fica em frente ao local onde as obras foram executadas, Gabriel dos Santos diz que, apesar do pó produzido pela obra, espera que o novo sistema resolva o problema. Ele lembra que, em dias de chuva intensa, as cheias no local dificultavam a entrada e a saída da loja. “Quando chove, alaga tudo”, lembra. “Às vezes, alguns carros estragavam, motos não conseguiam passar”, cita. Mesmo tendo de trabalhar, durante o período de obras, com parte do portão de entrada fechado, o funcionário espera que a obra encerre o problema.
“A água transbordava e chegava até o nosso estacionamento”, conta Henrique Portela, vendedor em uma empresa instalada próxima à trincheira. Carros e até ônibus parados em meio às águas, em dias de chuva forte, viraram rotina em frente ao estabelecimento. Alguns chegavam a perder as placas, encontradas pelos funcionários do local quando as águas baixavam.
“A gente depende da vinda do público ao balcão”, prossegue o funcionário. “A [avenida] Juscelino é muito movimentada, a gente precisa que ela tenha um fluxo bom, para poder entrar e sair com tranquilidade”, diz Portela.
