Ana Beatriz Cruz, a jovem que ficou paraplégica após ser atingida por um galho de árvore no Centro de Curitiba, deve receber a Polilaminina, medicamento experimental apontado como uma das apostas da medicina para o tratamento de lesões medulares graves. Segundo familiares, a aplicação da substância deve ocorrer ainda nesta semana.
>> Atualização: Mulher atingida por galho em Curitiba vai receber polilaminina
A jovem, de 22 anos, estava com familiares na Praça Osório quando foi atingida por um galho que se desprendeu de uma árvore. Com o impacto, Ana Beatriz sofreu fraturas nas vértebras T5 e T6, além de lesão medular grave e perfuração pulmonar. Desde então, perdeu os movimentos da cintura para baixo e segue internada no Hospital do Trabalhador.
O quadro clínico da paciente se enquadra nos critérios definidos pelos pesquisadores responsáveis pelo estudo da Polilaminina, substância desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O perfil dos pacientes no estudo são pessoas com lesões recentes e graves na medula espinhal torácica, localizadas entre as vértebras T2 e T10, assim como Ana Beatriz.
O Hospital do Trabalhador é uma das unidades participantes da pesquisa e realiza aplicações da medicação desde março deste ano. De acordo com a família, Ana Beatriz aguarda apenas a autorização final do laboratório patrocinador do estudo para receber o tratamento. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que a aplicação poderá ocorrer nos próximos dias.
Família celebra andamento do caso
A possibilidade de participação no estudo trouxe uma nova expectativa para a família. Segundo a mãe da jovem, Vanessa Stubinski, os médicos confirmaram que Ana Beatriz está dentro da chamada janela terapêutica ideal, período considerado mais favorável para que o medicamento apresente resultados.
“Tenho fé que ela vai voltar a andar”, afirmou Vanessa em entrevista ao Bom Dia Paraná, da RPC. Em meio à recuperação da filha, ela diz manter a esperança de que a pesquisa represente uma oportunidade de recuperar parte dos movimentos perdidos. “Falei para minha filha: a gente só não dá jeito para a morte. O resto, a gente se vira”, declarou.
A Polilaminina ainda está em fase experimental e tem como objetivo estimular a regeneração de células nervosas lesionadas na medula espinhal. O tratamento segue em fase de testes clínicos e sua eficácia ainda está sendo avaliada pelos estudos em andamento.
