Ana Beatriz Cruz, de 22 anos, foi atingida por um galho na manhã de sábado (13) na Praça Osório, no Centro de Curitiba. Ela estava acompanhada pela mãe, Vanessa Stubinski, a irmã mais velha e o sobrinho, de um ano e quatro meses, quando sofreu o acidente.
Com o impacto, teve fratura nas vértebras T5 e T6, a medula dilacerada e perfuração no pulmão, e perdeu os movimentos da cintura para baixo. Operada 12 horas após o acidente, segue internada no Hospital do Trabalhador.
Ela passeava com a mãe, a irmã e o sobrinho na Feira de Inverno da praça quando foi atingida pelo galho, que se desprendeu de uma das árvores da praça. A mãe conta que o galho caiu muito rápido sobre a filha, e que chegou a atingir o carrinho de bebê onde estava o neto, mas devido a uma proteção que é parte do o equipamento, o menino não se feriu.
“Quando olhei para trás [o galho] estava na direção do carrinho do meu neto. Não fosse a proteção, teria atingido as pernas dele”. Foi só quando ela levantou o galho para tirar de cima do carrinho da criança que viu a filha caída no chão.
Segundo Vanessa, o atendimento da Guarda Municipal foi imediato. Os agentes fizeram a primeira abordagem para saber se ela estava consciente. “Ela ficou com a língua enrolada, tinha apagões”, lembra. Com a chegada do Samu, Ana Beatriz foi encaminhada ao Hospital do Trabalhador, onde segue internada, onde permanece internada.
Remédio revolucionário pode ajudar na recuperação
Na cirurgia, considerada de emergência, foram implantados oito pinos para sustentação da coluna. Vanessa informou que aguarda retorno da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a aplicação da polilaminina, molécula desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a partir da laminina, proteína presente naturalmente no organismo humano.
Ainda em fase experimental, o composto derivado da laminina (proteína da placenta), foi desenvolvido para regenerar nervos após lesões na medula espinhal, e surge como esperança para paraplégicos e tetraplégicos. No momento, segue em fase de pesquisa clínica e sem aprovação final Anvisa para uso amplo.
Segundo Vanessa, a família já solicitou imagens do momento do acidente captadas pelas câmeras de segurança da Praça Osório, e que pretende acionar juridicamente a Prefeitura de Curitiba dada a gravidade da lesão sofrida por Ana Beatriz.
O que diz a prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Curitiba lamentou o ocorrido, confirma que o atendimento se deu inicialmente pela Guarda Municipal e, em seguida, com a chegada do Samu. E que segue acompanhando o estado de saúde de Ana Beatriz. A Prefeitura informa ainda que Secretaria Municipal do Meio Ambiente mantém programa de monitoramento e manejo da arborização urbana, que foi ao local e não constatou nada fora da normalidade.
Leia a nota na íntegra
“A Prefeitura de Curitiba lamenta o acidente ocorrido na Praça Osório e se solidariza com a vítima, seus familiares e amigos neste momento difícil. Desde os primeiros momentos após a ocorrência, as equipes municipais prestam todo o apoio necessário e possível à vítima e aos familiares.
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente mantém um programa permanente de monitoramento e manejo da arborização urbana. São realizadas inspeções técnicas periódicas, avaliações fitossanitárias e ações preventivas de manejo. A última revisão geral das condições arbóreas da Praça Osório foi realizada em abril deste ano, dentro dos protocolos regulares adotados pelo município.
As equipes técnicas da Secretaria Municipal do Meio Ambiente já realizaram uma inspeção no local e seguem apurando as circunstâncias da ocorrência, com a avaliação de todos os fatores envolvidos. Após a vistoria realizada na praça, não foi identificada a necessidade de novas intervenções emergenciais na área.
A Prefeitura segue acompanhando o caso e reafirma seu compromisso com a segurança da população, a transparência na apuração dos fatos e o cuidado permanente com a arborização urbana da cidade.”
