Ana Beatriz Cruz recebeu a aplicação da polilaminina durante um procedimento cirúrgico realizado na madrugada desta quarta-feira (17/6), no Hospital do Trabalhador, em Curitiba. A autorização para o uso do medicamento experimental foi concedida na terça-feira (16) e, em seguida, uma operação especial do Governo do Paraná garantiu o transporte da dose até a capital.

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A jovem, de 22 anos, ficou paraplégica após a queda de um galho de árvore na Praça Osório, no Centro de Curitiba, no último sábado (13). O acidente provocou fraturas nas vértebras T5 e T6, lesão medular grave e perfuração pulmonar. De acordo com a avaliação médica, o quadro clínico de Ana Beatriz se enquadrava nos critérios exigidos para participação do estudo experimental realizado no Brasil.

Para viabilizar o tratamento, familiares solicitaram autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao laboratório responsável pela pesquisa. Após a liberação, uma aeronave do Governo do Paraná buscou o medicamento. A operação incluiu escalas no Rio de Janeiro e em Foz do Iguaçu para transportar a Polilaminina e profissionais envolvidos no programa de pesquisa.

Segundo Vanessa Stubinski, mãe de Ana Beatriz, a aplicação teve início pouco depois da meia-noite e foi concluída por volta das 3h da manhã. A técnica consiste na aplicação do medicamento diretamente na medula espinhal. “Ela está bem confiante, a aparência dela está mais suave. Passou a noite sem dores, dormiu bem”, disse à Tribuna.

Próximas etapas do tratamento

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Ana Beatriz segue internada no Hospital do Trabalhador. As próximas etapas do tratamento incluem a retirada do dreno utilizado para tratar a perfuração pulmonar causada pelo acidente e, posteriormente, a transferência para uma unidade especializada em reabilitação. Nessa fase, ela iniciará sessões de fisioterapia e o acompanhamento previsto pelos protocolos do estudo clínico.

Ainda em fase experimental, a Polilaminina tem sua eficácia avaliada por pesquisadores. Nos pacientes que já receberam a substância, os primeiros sinais de recuperação motora costumam surgir entre duas e quatro semanas após a aplicação, embora os resultados variem de acordo com cada caso.

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