Prisão preventiva

Investigado por tortura e fraude, Sancho Loko deixa prisão após decisão judicial

policial sancho loko
PM é investigado por delitos cometidos durante operações policiais. Foto: Reprodução / Instagram

A prisão preventiva do policial militar e influenciador Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, conhecido como Sancho Loko, foi revogada nesta sexta-feira (17/4). A decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) atendeu a um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.

Sancho estava preso desde o dia 7 de abril, quando ocorreu a operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação apura suspeitas de crimes como tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica envolvendo três policiais militares. Os outros dois policiais investigados já estavam em liberdade provisória, com medidas cautelares.

Durante a operação, a polícia apreendeu celulares e outros dispositivos de armazenamento eletrônico. Em endereços ligados aos investigados, os agentes também encontraram munições irregulares e dinheiro em espécie, além de drogas e simulacros de arma de fogo em armários de uma unidade de polícia.

No caso de Sancho, a prisão em flagrante foi motivada pela posse de munições de diversos calibres e duas granadas de efeito moral em sua casa. A decisão liminar de soltura do desembargador Miguel Kfouri Neto aponta que Sancho é réu primário, não possui antecedentes e é instrutor de tiro, o que contextualiza a posse das munições.

“Os ‘elementos indicados não demonstram a periculosidade especial do paciente e não justificam a indispensabilidade da medida nesse momento'”, indicam os autos do processo. O magistrado ainda pontuou que os fatos não envolveram violência ou grave ameaça a pessoas.

Mesmo assim, a decisão mantém a liberdade condicionada ao cumprimento de medidas cautelares. O policial deve permanecer em casa das 22h às 5h e os fins de semana, exceto quando estiver em serviço. Ele também não poderá se ausentar da cidade por mais de sete dias e deverá se apresentar mensalmente à Justiça.

Em nota, a defesa de Sancho, representada pelo advogado Claudio Dalledore, afirmou que “a esperada concessão da liminar, que coloca Sancho em liberdade, retrata a seriedade e compromisso da Justiça Paranaense.”

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