Nunca o nível dos reservatórios de água que abastecem Curitiba e todos os municípios da região metropolitana estiveram tão baixos. A falta de chuvas que provocou tamanha estiagem forçou a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar)r a realizar rodízio no abastecimento e deve obrigar a companhia a tornar ainda mais rígido o racionamento em toda a região.

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As palavras são do diretor de Meio Ambiente SaneparJulio Gonchorosky. “As chuvas do último ano e também a previsão para os próximos meses mostram que estamos numa estiagem extremamente severa. Isso, combinado com as necessidades da pandemia da covid-19, levaram nossos reservatórios a níveis nunca vistos. Muito baixos”, contou.

Hoje, a média de água disponível nos cinco reservatórios que abastecem Curitiba e região está em 31,96%. “Mesmo com ações que estamos fazendo, rodizio, transposição de rios e a ajuda da população, está se sendo insuficiente. Cabe a nós termos a responsabilidade de tomar novas medidas, mesmo que sejam mais duras, para garantir à população dos próximos meses o acesso à água”.

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Julio Gonchorosky ainda não quis revelar quais e em que proporções serão as novas medidas, pois alguns estudos ainda serão feitos. “Passam inicialmente pelo endurecimento do rodízio, mas não posso antecipar quanto. Temos que fazer estudos quanto a economia que temos que ter para que a população receba água com certa periodicidade, com o mínimo de conforto”.

O esforço técnico para ligar e desligar a água é enorme e aumentar a quantidade de vezes em que esse serviço é realizado pode comprometer o sistema. “Além disso, um rodízio mais duro, leva pessoas mais humildes, em dificuldades econômicas e sociais, a sofrerem mais que a população comum”, preocupa-se.

A Sanepar garante que vai tentar minimizar os problemas causados pelas novas medidas, que provavelmente serão implementadas. Agosto é tradicionalmente um mês pouco chuvoso e as previsões não são nada animadoras.

Foto: Lineu Filho

Confira o nível atual dos reservatórios da Grande Curitiba:

  • Iraí: 11,17%
  • Passaúna: 34,29%
  • Piraquara I: 20,76%
  • Piraquara II: 96,66%
  • Média: 31,96%

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