O Governo do Paraná apresentou nesta segunda-feira (14), em evento no Palácio Iguaçu, o projeto do novo Viaduto do Orleans, obra considerada prioritária para desafogar o trânsito de quem chega a Curitiba vindo do interior do estado. A intervenção é resultado de um acordo entre o Estado e o grupo Ecorodovias na Justiça Federal, que encerra litígios ligados à concessão do antigo Anel de Integração. O investimento das concessionárias Ecovia e Ecocataratas será de R$ 45,2 milhões.
Paralelamente, a Prefeitura de Curitiba vai investir R$ 40 milhões em intervenções complementares na região, como a ligação entre a Avenida Toaldo Túlio e a Rua Professor João Falarz e a criação de um binário viário, reforçando a conexão entre bairros como Mossunguê, São Braz, Santo Inácio, Orleans, Santa Felicidade e Campo Comprido. Segundo o governador Ratinho Junior, o planejamento começou em 2023.
“Ali tem um volume de trânsito grande todos os dias. Como é um viaduto que foi feito na década de 1970, para um outro fluxo de população e de veículos, agora naturalmente precisava ser repensado”, afirmou, destacando que o financiamento veio de débitos que o grupo Ecorodovias tinha com o Estado. “Em vez de pegarmos o dinheiro para o Estado, nós exigimos que fosse feita essa obra”, disse.
O prefeito Eduardo Pimentel destacou que as intervenções municipal e estadual são independentes entre si, mas foram planejadas para avançar em conjunto ao longo de 24 meses. Segundo ele, o projeto executivo já está pronto, e a licitação da parte municipal deve ser lançada nas próximas semanas.
Obras do novo Viaduto do Orleans devem começar em até 90 dias
O novo viaduto será erguido paralelamente à estrutura já existente, e a expectativa é que as obras comecem em até 90 dias — como o financiamento e a execução ficam a cargo da Ecorodovias, o processo dispensa licitação, o que deve agilizar o início dos trabalhos. Para o prefeito, a intervenção resolve um gargalo histórico na entrada da cidade. “A intenção é diminuir o fluxo de veículos na chegada pelo Parque Barigui. Esse vem sendo um desafio em horários de pico e voltas de feriado”, afirmou.
O acordo que viabilizou o financiamento foi construído pelo Conselho Superior da Procuradoria-Geral do Estado do Paraná (PGE-PR), com participação do Estado, do DER-PR, da Agepar, do Ministério Público Federal, do DNIT e das concessionárias do grupo Ecorodovias, e foi homologado pela Justiça Federal da 4ª Região.
Esse tipo de acordo já viabilizou outras obras no Paraná, como o Novo Trevo Cataratas e as rampas do Viaduto Olindo Periolo, em Cascavel; terceiras faixas na BR-277 entre Cascavel e Guarapuava; e a duplicação da PR-407, em Pontal do Paraná.
