Tempestade

Curitiba ainda tem alagamentos 17 horas após temporal que deixou 23 pontos críticos

Fotografia em enquadramento aberto mostrando um carro hatch branco, da marca Volkswagen, parcialmente submerso em um corpo d'água coberto por vegetação aquática e aguapés. Visto de traseira, o veículo está com as luzes dos faróis e lanternas acesas, refletindo na superfície da água. Ao fundo e nas laterais, estende-se uma área com vegetação rasteira e alta sob iluminação natural suave.
Defesa Civil registrou 23 pontos de alagamento em Curitiba. Foto: Reprodução/RPC TV.

Após 17 horas dos registros mais intensos da tempestade em Curitiba, a capital paranaense ainda tem pontos de alagamento nesta terça-feira (1º). Segundo o boletim da Defesa Civil de Curitiba, divulgado às 5h15, nas últimas 24 horas foram registradas 60 ocorrências de quedas de árvores e 23 alagamentos em bairros da capital.

Na segunda-feira (31), os maiores volumes de chuva foram registrados na Regional Matriz e no bairro Alto da XV, ambos com mais de 82 milímetros. Em Santa Felicidade, Bigorrilho e Caximba, os acumulados também ultrapassaram 70 milímetros.

A maior parte dos alagamentos está concentrada na Regional Portão, especialmente no bairro Água Verde. Também foram registrados pontos de alagamento nas Regionais Matriz, Boqueirão, Boa Vista, Cajuru e Santa Felicidade.

No Parque Náutico, no Boqueirão, uma rua lateral à Avenida Marechal Floriano Peixoto permanece alagada na manhã desta terça-feira. Um carro ficou preso em meio à água e a via está intransitável. Segundo informações do Bom Dia Paraná, da RPC TV, o veículo pode ser retirado ainda pela manhã.

No Parque Tingui, o nível da água também subiu. O local foi projetado como um “parque esponja”, com áreas capazes de absorver grandes volumes de água e reduzir o risco de alagamentos nas vias. Apesar disso, a água chegou à Rua José do Valle, mas não interrompe o tráfego nesta manhã.

Quedas de árvores deixam feridos

Na segunda-feira, Curitiba registrou 60 ocorrências envolvendo quedas de árvores ou galhos. Os chamados se concentraram principalmente nas Regionais Boa Vista, Cajuru, Matriz, Santa Felicidade, Portão, Pinheirinho e Boqueirão. Também houve registros nas Regionais CIC, Bairro Novo e Tatuquara.

No Santa Cândida, um homem de 60 anos sofreu uma parada cardiorrespiratória depois que uma árvore caiu sobre a motocicleta em que ele estava, na Rua Theodoro Makiolka. A ocorrência aconteceu enquanto equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) já trabalhavam no local para cortar a árvore, que havia sido identificada como um risco de queda.

Os bombeiros conseguiram reverter a parada cardiorrespiratória ainda no local. Uma mulher de 37 anos, que estava sem capacete, também ficou ferida e sofreu lesões moderadas.

Além das quedas de árvores e alagamentos, Curitiba teve registros de destelhamentos, erosões, entrada de água em residências, obstrução de vias e outras situações de risco envolvendo árvores e estruturas.

Previsão de chuva permanece

Em todo o Paraná, o temporal já atingiu 28 municípios e deixou quase 5 mil pessoas afetadas. Segundo a previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), as tempestades param apenas quarta-feira (2), mas voltam entre quinta (3) e sexta-feira (3) em todo o Estado.

A instabilidade persiste ao longo do dia, principalmente no período da tarde. Devido à nebulosidade e chuva persistente, as temperaturas ficam mais amenas na metade sul do estado. No Norte e Noroeste as temperaturas ficam mais elevadas, podendo chegar aos 30°C, até mesmo com presença de sol em alguns momentos.

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