Aprovado nesta quarta-feira (27) em segundo turno na Câmara de Vereadores, o projeto de lei que proíbe fogos de artifício com barulho agradou os donos de animais domésticos, mas ligou o alerta para o setor produtivo, que prevê desemprego no comércio e indústria deste tipo de produto. O projeto é da vereadora Fabiane Rosa (DC), militante dos direitos dos animais.

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Na defesa do projeto, Fabiane enfatiza que além dos animais, a proibição trará benefícios a idosos, bebês, e pessoas com autismo, síndrome de Down e outras deficiências que tem sensibilidade auditiva maior. Não esquecendo de acidentes causados pelos fogos, como o que deixou um torcedor do Athletico sem uma das mãos em setembro.

Para Rosimeri Benites, presidente da Associação de Atendimento e Apoio ao Autista (Aampara), existem casos de autistas que têm hipersensibilidade e que sofrem crises de pânico com o barulho dos fogos de artifício. “Eles entram em estado de pavor e pânico com o barulho dos fogos. As pessoas precisam se sensibilizar com o problema dos outros”, disse.

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Agora o projeto segue para sanção do prefeito Rafael Greca (DEM). Se aprovado por Greca, a lei terá prazo de um ano para entrar em vigor para que o setor produtivo se adapte à mudança. “O projeto vai amenizar um pouco o desemprego por causa deste prazo, que será essencial para adaptação”, disse André Lanza, presidente da Associação de Pirotécnicos e Comerciantes de Fogos de Artifício de Curitiba.

Nas empresas grandes, que trabalham com linhas maiores de produtos,  os fogos de tiros representam 15% da gama de produtos oferecidos. Já nas lojas de bairro esta ramificação dos fogos de artifício representa 70% do volume vendido. “Acho que algumas destas empresas vão fechar. São clientes que gostam deste tipo de mercadoria. Para mudar essa cultura demora um certo tempo”, pondera Lanza.

Aumento de decibéis

No período de três anos, entre a apresentação do projeto de lei e  aprovação na Câmara nesta quarta-feira, muita coisa mudou. Destaque para os decibéis dos fogos de artifício proibidos pelo projeto, que passaram de 65 para 125.

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“De maneira coerente e inteligente aumentaram os decibéis. A lei começou de uma forma muito dura e chegou a um bom termo. A vereadora amadureceu a dieia ao conhecer a realidade dos fogos”, pondera Lanza. Os fogos de luz, por exemplo, já superam os 65 decibéis, por isso o aumento para 125. “É uma nova cultura que Curitiba vai ter que se adaptar e as pessoas terão que comemorar de outras formas. Se fosse mantido os 65 decibéis, muito mais empresas fechariam”, argumenta.

Apesar deste período de adaptação, o empresário Rodolpho Aymoré, presidente da Associação Industrial e Comercial de Fogos de Artifício, teme que o número de demissões chegue a 1.260 pessoas aproximadamente com a aprovação do projeto já nos próximos três meses. “Teremos 168 lojas fechadas em três meses. Acredito que em um anos vamos atingir uma dissolução de 70% das empresas em Curitiba”, disse.

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