A Justiça acatou a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra três acusados pela explosão no apartamento do Água Verde, em Curitiba, em agosto de 2019 – que matou um menino de 11 anos e deixou três pessoas feridas. Com isso, tornam-se réus no processo judicial o casal dono da Impeseg – empresa contratada para fazer a impermeabilização mal sucedida do sofá – José Roberto Porto Correa e Bruna Formankuevisky, e o técnico Caio Santos. A decisão da Justiça foi dada em 23 de outubro.

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Os réus são acusados por homicídio qualificado. Na denúncia oferecida pelo MP, as qualificadoras contra o casal foram por motivo torpe e uso de meio explosivo. No caso do técnico Caio Santos, a qualificadora é apenas uso de meio explosivo.

A advogada Rafaella Munhoz da Rocha – de Raquel Lamb, irmã do menino que morreu e Gabriel Araújo, donos do apartamento que explodiu – disse as vítimas receberam a notícia com muita tranquilidade e esperam que o crime não fique impune.

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Já o advogado de defesa do técnico Caio Santos, Leonardo Buchmann, disse que não irá se manifestar sobre o recebimento da denúncia, seguindo a mesma linha desde o início das investigações por parte da Polícia Civil e MP. Roberto Brzezinski, advogado de defesa do casal, irá se manifestar somente nos autos do processo.

A partir de agora, a defesa dos acusados terá 10 dias para apresentar as suas considerações. O caso deverá ir a júri popular, por envolver uma situação de homicídio.

Entenda o caso

No dia 29 de julho, uma impermeabilização de sofá mal sucedida causou a explosão de um apartamento no Água Verde, em Curitiba. Um menino de 11 anos morreu e três pessoas gravemente ferida – inclusive o próprio técnico. O acidente ocorreu enquanto Caio Santos impermeabilizava o sofá do apartamento, logo após a proprietária do imóvel, Raquel Lamb, 23 anos, acender o fogão para preparar um café.

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Com a explosão, o irmão de Raquel, de 11 anos, foi arremessado do 6º andar e morreu a caminho do Hospital do Trabalhador. Outras três pessoas, Raquel, o marido Gabriel Araújo e o técnico também ficaram feridos e internados no Hospital Evangélico.

Dos três, o técnico é o que ficou em situação mais grave, com 65% do corpo queimado. Raquel teve 55% do corpo queimado e Araújo, 30%. Os três já saíram do hospital.

A empresa de impermeabilização não tinha alvará e pediu a licença apenas dois dias após o acidente.

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