Foto: Walter Alves
Luís Mário comemora o gol ao lado
de Roberto Brum e Reginaldo Nascimento.

Mais uma rodada do Brasileiro em que apenas um time paranaense conseguiu a vitória. No sábado, o Tricolor da Vila ficou apenas no empate contra a frágil equipe do Botafogo.

Hoje, pela nona rodada da competição, Coritiba e Atlético entraram em campo. Ao Coxa, incomodado com o jejum de vitórias e com a zona de rebaixamento, somente uma vitória contra o São Caetano voltaria a trazer paz no Alto da Glória. O Furacão, vindo de boas vitórias e em quinto lugar na tabela, enfrentaria o Flamengo, que ainda não vencera no campeonato mas vinha embalado pela vitória por 1 a 0 contra o Vitória, pela Copa do Brasil.

Dessa vez, quem salvou a lavoura foi o alviverde paranaense, que, mesmo não apresentando um bom futebol, conseguiu a vitória por 1 a 0 contra o Azulão. O rubro-negro paranaense jogou mal e acabou perdendo por 3 a 0 para o clube da Gávea, num jogo confuso, marcado por um pênalti desperdiçado, gol impedido e expulsão.

Vitória para acabar com a má fase

Jogo morno numa tarde gelada em Curitiba. Mesmo com o sol, o dia na capital paranaense fazia um frio sub-ártico. De qualquer maneira, mais de oito mil torcedores foram empurrar o Coxa, que amargava mais de 40 dias sem vencer na competição, para cima do São Caetano.

A partida até começou quente, mas o que se viu ao longo dos 90 minutos de futebol foi um jogo totalmente burocrático, chegando a ser, em certos momentos, um autêntico soporífero.

Logo aos cinco minutos, o atacante Luís Mário abriu o marcador. O ‘Papa-Léguas’ recebeu um cruzamento do lateral Rafinha e, de fora da área, mandou um petardo sem chances de defesa para o goleiro Sílvio Luís.

O gol acendeu o Azulão no jogo, que partiu pra cima dos donos da casa. Aos 14 minutos, a zaga do Coxa bateu cabeça e a bola sobrou para Mineiro. O jogador mandou um foguete da entrada da área, obrigando Fernando, um dos destaques do jogo, a fazer uma boa intervenção.

Logo aos 17 minutos, o atacante Aristizábal sentiu uma contusão na perna esquerda e o técnico Antônio Lopes foi obrigado a mexer no time. Ele colocou Alexandre Fávaro no lugar do colombiano. O time sentiu a ausência de Ari, pois o jogador vinha sendo referência no ataque e Fávaro não substituiu bem o atacante, sendo, no segundo tempo, substituído.

O time do ABC paulista começou a dominar o jogo, mas quem marcou pela segunda vez foi o Coxa, aos 28 minutos. Após um cruzamento na grande área, o goleiro Sílvio Luís acabou trombando com seu companheiro. A bola sobrou limpa para Tuta, que mandou para o fundo das redes. Entretanto, a arbitragem prejudicou o Verdão e anulou o gol. O lance gerou muita revolta por parte dos jogadores do Coxa.

Esse foi o último lance de emoção no primeiro tempo. No intervalo, os jogadores dos dois times foram reclamar com o árbitro.

Segunda etapa sem emoção

O Coxa voltou um pouco melhor para o segundo tempo. Aos oito minutos, Alexandre Fávaro acertou uma bela cabeçada, que acertou a trave de Sílvio Luís. Esse foi o único momento bom do jogo em toda etapa complementar. Depois desse lance, o jogo voltou a ficar ruim, para tristeza dos torcedores que assistiam o duelo.

O time paranaense até tentava fazer pressão nos visitantes, mas sem um meia de ligação, o Coritiba não chegava a assustar, bem como o São Caetano, que ficou refém de um esquema tático muito defensivo e que poucas vezes incomodou o goleiro Fernando.

Nem mesmo com as entradas de Rodrigo Batatinha no lugar de Fávaro, pelo lado do Coritiba, e de Fábio Baiano e Warley, nos lugares de Márcio Alexandre e Euller, respectivamente, no Azulão, alterou o ritmo do jogo, que continuou nesse estado de letargia até o apito final do árbitro.

Apesar de não ter sido brilhante ou ter vencido de forma convincente, o Coritiba acabou comemorando bastante a vitória de hoje, que, além de tranqüilizar o ambiente no clube, deixou o time mais animado para o próximo jogo, domingo que vem, contra o Grêmio, no Olímpico.

Atlético ressuscita o Flamengo no Brasileiro

Não foi domingo de Páscoa, mas teve ressurreição. O Atlético fez uma péssima partida e acabou perdendo por 3 a 0 para o Flamengo, que, em oito jogos, ainda não havia vencido no campeonato.

Dispostos a vencer a primeira partida, o Flamengo partiu pra cima do Atlético logo nos primeiros minutos. Não demorou muito e saiu o gol. Após o escanteio, a zaga e o goleiro falharam e Negreiros, ex-jogador do Rio Branco de Paranaguá, sem dificuldades, balançou as redes.

O Furacão não sentiu o golpe e tratou de sufocar o adversário. A pressão deu certo. Aos sete minutos, o zagueiro Fabiano Eller meteu a mão na bola e o árbitro marcou a penalidade máxima para o rubro-negro paranaense. Entretanto, Jadson cobrou com muita displicência e mandou a bola para fora.

A partir daí, começou a dar tudo errado nesta tarde/noite em Volta Redonda. Aos 20 minutos, o lance mais polêmico do jogo. Ibson, impedido, recebeu passe de Jean e tocou na saída de Diego. O bandeira Ivaney Alves de Lima, que fez uma péssima arbitragem, nada marcou, para desespero dos jogadores atleticanos.

O Atlético seguia com boas chances de diminuir o marcador, mas o ataque formado por Dagoberto e Washington, não conseguiu aproveitar as oportunidades.

Segundo tempo parecia uma reprise do primeiro

O Atlético voltou pior para a segunda etapa. Nem a entrada de Ilan modificou o panorama do jogo. Assim como no primeiro tempo, o Flamengo ampliou o placar também aos dois minutos. Douglas Silva, ex-Atlético, bateu rápido uma falta da intermediária. Reginaldo Araújo, ex-Coritiba, escorou e Roger soltou uma bomba para fazer o terceiro gol do clube da Gávea. Os jogadores do Atlético reclamaram de um impedimento que, desta vez, não aconteceu.

O Flamengo poderia ter feito mais gols, quando o goleiro Diego começou a aparecer. Em pelo menos três oportunidades, Diego salvou o Atlético. A primeira, numa bomba de Negreiros; a segunda num chute cruzado de Jean e a terceira, quase no fim do jogo, o goleiro operou um autêntico milagre ao defender um chute queima-roupa de Juliano. Além do milagre, Diego também contou com a sorte numa cabeçada de André Bahia que explodiu no travessão.

O Atlético chegou a marcar com Rogério Corrêa, aos 30 minutos, porém o zagueiro estava impedido. Por causa desse lance, Washington, que já tinha amarelo, acabou sendo expulso por reclamação.

Com três gols de vantagem e um homem a mais em campo, o Flamengo tratou de cadenciar mais o jogo, mas sem deixar de atacar o time paranaense. Pelo Furacão, Ilan ainda teve chance de marcar em dois lances, mas acabou esbarrando no seu preciosismo e no goleiro Júlio César.

Após o apito final, os atleticanos e o técnico Levir Culpi saíram reclamando muito da arbitragem. O próximo compromisso do Atlético será sábado, contra o Vitória, na Arena da Baixada.