Rio – O subsecretário estadual de Direitos Humanos, Paulo Bahia, está na Casa de Custódia de Benfica, na zona norte, representando o governo nas negociações com os presos amotinados. A Secretaria de Segurança Pública não confirmou até o momento quantas pessoas estão sendo mantidas reféns pelos rebelados. Os defensores públicos Alexandre Paranhos e Leonardo Rosa também estão mantendo contato com os presos para acabar o motim.

A polícia ordenou agora à tarde o corte no fornecimento de água no local. Segundo os detentos que estão nas celas na parte superior, existem cerca de 25 reféns entre funcionários de uma empresa responsável pela manutenção do prédio, presos de uma facção criminosa rival, além de policiais militares reformados responsáveis pela segurança da Casa de Custódia.

A fuga de cerca de 100 presos ocorreu pouco antes das 7 horas da manhã, por baixo do portão principal da unidade, danificado por uma forte explosão. Homens armados de fuzil do lado de fora deram cobertura à fuga atirando nos policiais que estavam na guarita da Casa de Custódia. Três fugitivos – Júlio César do Matosinho, de 20 anos, Almir Santana da Silva, de 25 e Teodoro Barbosa, de 24 anos – foram recapturados na subida do morro da Mangueira.

Os amotinados atearam fogo em colchões e roupas de cama e os bombeiros foram acionados, pela manhã, para apagar o incêndio que atingiu parte do prédio de cinco andares. Tropas de elite das polícias Civil e Militar e homens do Serviço de Operações Especiais (SOE) do Departamento do Sistema Penitenciário cercam o prédio para evitar nova fuga.