A Secretaria de Saúde começou nesta segunda-feira (23) no Paraná a campanha de vacinação dos idosos contra o vírus da gripe. A meta é vacinar mais de 70% dos paranaenses com idade acima de 60 anos, de um total de 871.125 pessoas. Ao todo, serão 2.320 postos de saúde e aproximadamente um milhão de doses para todo o Estado. A população nesta faixa etária representa 8,4% da população paranaense.

A campanha terá a duração de 12 dias. O término está marcado para o dia 4 de maio. As ações vão contar com mais de 11 mil pessoas participantes. ?A gripe é uma doença bastante prejudicial para o idoso. Queremos reduzir o risco para a população nessa faixa etária, através das campanhas de vacinação. Todos os anos contamos com a conscientização e com a colaboração dos paranaenses?, diz o secretário Cláudio Xavier.

Segundo ele, o objetivo da campanha é contribuir para a redução da mortalidade por influenza e suas complicações. Entre as principais causas de hospitalização da população nesta faixa etária estão as doenças cardiovasculares e as patologias crônicas pulmonares.

As ações desenvolvidas pelos municípios, com equipes volantes que se deslocam aos locais de grande circulação de pessoas, têm permitido que o Paraná supere as estimativas. Em 2003, 83.3 % dos idosos foram vacinados; em 2004 o índice chegou a 87,8%, se manteve em 2005 com 87% pessoas vacinadas. Em 2006, o índice foi de 89,3%.

?Enviamos para todas as Regionais de Saúde as vacinas e insumos suficientes para toda a população acima de 60 anos?, disse a responsável pela Divisão de Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Saúde, Miriam Woiski.

Além das vacinas para gripe, serão disponibilizadas também 10 mil doses de vacina anti-pneumocócica com indicação para idosos institucionalizados, isto é para pessoas que estão em asilos, casas de repouso ou mesmo em casa, e 200 mil doses de vacina dupla bacteriana (contra o tétano e a difteria). Ainda ocorrem casos de tétano na população idosa e a letalidade é sempre alta.

Vírus

O vírus da gripe é transmitido por meio de gotículas ao falar, espirrar ou tossir. O vírus sobrevive no meio ambiente por tempo variável e a transmissão acontece por meio do contato com superfícies contaminadas. Para se evitar a contaminação é necessário algumas práticas simples de higiene, como por exemplo lavar as mãos e arejar o ambiente.

O período de incubação do vírus é de 1 a 4 dias e a gravidade depende do indivíduo. O início é súbito e apresenta febre, calafrios, dores musculares, dor de cabeça e mal estar que podem durar de três a quatro dias. Após isso, ocorre dor de garganta, tosse seca, coriza e congestão nasal, com duração de poucos dias.

A coordenadora do Programa de Imunizações da Secretaria de Saúde, Beatriz Bastos Thiel lembra ainda que mesmo quem já tomou as doses nos anos anteriores, é necessário que este ano também sejam imunizados. ?Quem vacinou ano passado tem que voltar a um posto de saúde para que este ano tome a vacina novamente, pois a vacina requer dose anual?, finalizou.