O faturamento real da indústria tem crescido menos, comparativamente, em razão da valorização de 22% que o real teve frente ao dólar norte-americano nos últimos 12 meses.

Os dados foram divulgados, nesta terça-feira, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). "Com a perda do poder de compra do dólar, o faturamento dos exportadores em reais diminuiu, ou pelo menos não acompanhou o aumento da produção", explicou Flávio Castelo Branco, coordenador da Unidade de Política Econômica.

Outro aspecto negativo apontado pelo economista da CNI foi a desaceleração do ritmo de oferta de empregos industriais. De janeiro a maio último o setor ofereceu mais empregos do que o demitiu, mas houve reversão de 0,03% em junho, e de 0,16% em julho, o que se constitui no pior resultado do mercado de trabalho em 18 meses.

A perda do ritmo de contratações reflete o arrefecimento da atividade industrial, em função do aperto monetário, de acordo com Castelo Branco. Ainda assim, a expansão do emprego industrial em 2005 apresenta variação positiva de 3,94%, comparado ao período janeiro-julho de 2004, e o crescimento líquido de novas vagas de trabalho nos últimos 12 meses sobe para 5,94%.