Brasília (AE) – Com um número recorde de ex-governadores, o Senado inicia hoje uma das legislaturas mais equilibradas de sua história quanto ao total de parlamentares aliados ao governo e os que estão na oposição. O racha dos 81 senadores fica evidente na disputa do comando da Casa pelo atual presidente, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o senador do PFL, José Agripino (RN). Um deles será escolhido ainda pela manhã, em votação secreta, logo depois de empossados os 27 senadores eleitos em outubro.

O placar pende a favor de Renan. Não só por ter em mãos a máquina administrativa da Casa, mas pela habilidade com a qual se movimentou no primeiro mandato para atender a colegas de todos os partidos. Agripino, se eleito, promete agir para assegurar a independência do Senado. Renan alega que o Congresso nunca foi evasivo na defesa de suas prerrogativas. Os adversários, porém, são unânimes quanto à necessidade de reduzir o abuso no uso de medidas provisórias e de avançar com as reformas tributária e política.

O ?novo? Senado terá nas suas fileiras 27 ex-governadores, 10 ex-ministros, igual número de ex-prefeitos e 8 parlamentares que ocuparam o cargo na condição de suplentes, sem terem sido eleitos. Uma curiosidade é que 8 dos 27 senadores que assumem o cargo amanhã foram eleitos por estados diferentes daqueles que representam. Aberta ao público, a sessão de posse começa às 10 horas. Um dos eleitos pronunciará, em nome dos demais, o compromisso de respeitar as leis, desempenhar fielmente o mandato e sustentar a integridade e a independência do País. Os outros responderão: ?Assim prometo?.