A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (27) em Marabá, no sul do Pará, quinze pessoas, entre elas seis policiais militares, acusadas de fazer parte de um grupo de extermínio envolvido na morte de 30 pessoas nos últimos dois anos. O grupo também atuava no tráfico de drogas e corrupção. Desde janeiro, segundo o chefe da "Operação Matamento", da PF, delegado Marcelo Queiroz, os acusados teriam praticado 16 mortes de encomenda.

Queiroz disse que os líderes do grupo são os cabos da PM paraense Agacy Ferreira da Silva e Edinaldo Carlos Souza Jansen. Uma empresária, dona de supermercado e irmã de um dos presos, tinha em seu poder R$ 150 mil em dinheiro quando os policiais chegaram ao local. Ela também foi presa. A PF também apreendeu 20 quilos de cocaína, veículos e uma pistola sem registro.

Os militares foram presos em um quartel no município e as demais pessoas em suas residências. Apenas três pessoas não foram localizadas pela polícia nos 18 mandados de prisão e busca e apreensão determinados pela Justiça Federal de Marabá. O nome "Matamento", usado na operação da PF, de acordo com explicação de Queiroz, é uma referência a uma expressão utilizada pela população de Marabá para designar matança. "Aqui em Marabá as pessoas não falam matança e sim matamento", explicou o delegado.