O governo do Paraguai quer uma "gestão compartilhada? da usina hidrelétrica de Itaipu e se queixa das condições de operação estabelecidas no acordo assinado com o Brasil na construção da obra. Na prática, o que o governo paraguaio quer é uma voz mais ativa nas decisões sobre a comercialização da energia gerada por Itaipu.

Nas próximas semanas, a equipe do presidente paraguaio, Nicanor Duarte, irá debater o assunto com o governo brasileiro com vistas a levar o assunto à cúpula do Mercosul, que ocorre em dezembro.

"O que queremos é uma co-gestão de Itaipu e que esse compromisso seja pleno?, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Ruben Ramirez. "Pedimos a renegociação do acordo de Itaipu?, disse o chanceler, que conta que alguns pontos, como a taxa de ajustes no pagamento pela energia, já foram resolvidos.

Pelo tratado, cada país tem o direito de usar 50% da produção de energia da usina. Mas os recursos não aproveitados pelo Paraguai são vendidos a um preço abaixo do mercado para o Brasil. Hoje, 98% da energia gerada pela usina acaba abastecendo o Brasil.