Segurança

Paraguai e Argentina reforçam fiscalização na fronteira após megaoperação no RJ

Fronteira Argentina Brasil
Foto: Divulgação/Dnit

O Paraguai e a Argentina anunciaram reforço na fiscalização da fronteira com o Brasil, após a megaoperação no Rio de Janeiro contra o crime organizado nos complexos da Penha e do Alemão. Na ação, realizada na terça-feira (28/10), mais de 120 pessoas foram mortas, sendo quatro policiais.

A ministra da Segurança da Argentina, Patricia Bullrich, anunciou a fiscalização em uma postagem nas redes sociais. Na publicação ela afirma que o país reforçou a segurança na fronteira para proteger os argentinos diante de qualquer “debandada”.

Ela publicou cópia do ofício que enviou à secretária de Segurança Nacional, Alejandra Monteoliva, determinando o aumento do efetivo das tropas federais na fronteira com o Brasil como “uma medida preventiva”. No mesmo ofício, a ministra se refere aos integrantes da facção Comando Vermelho, alvo da Operação Conteção, como narcoterroristas e orienta os oficiais responsáveis a contatarem as autoridades policiais brasileiras e paraguaias a fim de estabelecerem atuação conjunta.

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A ação também foi adotada pelo Paraguai na quarta-feira (29/10), após o Comando Tripartite da Tríplice Fronteira emitir um alerta. O acordo estabelecido entre Brasil, Argentina e Paraguai estabelece cooperação policial na fronteira.

Em um comunicado, o Conselho de Defesa Nacional (Codena) paraguaio afirma que o objetivo do reforço do efetivo fronteiriço e das medidas de controle migratório é impedir que integrantes do Comando Vermelho fujam para o país.

“Diante desta situação, desde as primeiras horas da última terça-feira (28), as instituições nacionais [paraguaias] de segurança competentes adotaram medidas extraordinárias de prevenção e vigilância em toda a fronteira”, explica o Codena.

O que acontece no Rio de Janeiro?

Mais de 120 pessoas morreram durante uma megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha contra o Comando Vermelho na terça-feira (28/10). Entre os mortos, estão quatro policiais e 117 suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e outros crimes, segundo informações divulgadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. 

Diante dos números, a operação é considerada a mais letal da história do estado. Apesar da repercussão negativa, o governador Cláudio Castro disse considerar que a ação foi um “sucesso” e que só os quatro policiais mortos são “vítimas”.

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