Brasília – A Secretaria de Saúde do Distrito Federal considera improvável que homem morto com febre amarela em hospital de Brasília tenha contraído o vírus na cidade.

De acordo com o subsecretário de Vigilância à Saúde, Joaquim Carlos Barros, as investigações indicam que a doença foi transmitida em outro estado.

?Para nós, o caso é importado. Não foi adquirido no Distrito Federal. Todas as investigações epidemiológicas, com visita local, busca ativa de fatos e entrevistas apontam que o caso é importado?, assegurou, em entrevista à imprensa na manhã de nesta sexta-feira (11).

Mais comedido, o secretário de Saúde do DF, José Geraldo Maciel, disse ainda não poder afirmar com precisão o local em que a vítima foi infectada, mas, segundo ele, não há indícios de que a contaminação tenha ocorrido nas proximidades de Brasília.

?Estamos investigando profundamente o caso. Ontem (10), nossas equipes tentaram coletar focos, mas não encontraram mosquitos na região do Lago Norte, nem nas matas próximas. Os únicos dois focos encontrados foram de muriçocas?, explicou o secretário, referindo-se às buscas ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da febre amarela.

Lago Norte é a região administrativa do Distrito Federal onde morava o homem morto pela febre amarela. Na tarde de ontem (10), antes da confirmação oficial da morte pela doença, técnicos da Secretaria de Saúde investigaram a existência de vestígios de transmissores no local.