Rio

– O delegado Paulo Passos disse ontem que quer ouvir o depoimento do major Roberto Alves Lima, ex-subcomandante do 4.º Batalhão da PM, que poderá confirmar se o secretário estadual de Esportes, Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, pediu trégua da polícia para os traficantes do morro, conforme denunciou o ex-comandante, tenente-coronel Erir Ribeiro da Costa Filho. O pedido, segundo Costa Filho e Lima, foi feito em reunião em fevereiro. Lima já confirmou em entrevistas a versão de Costa Filho que se opõe à de Chiquinho – ele alega que não pediu que a polícia deixasse de combater o tráfico e sim solicitou que as operações do 4.º Batalhão na Mangueira não ocorressem nos horários de entrada e saída das escolas. O major disse que Chiquinho estava acuado ao procurar o então comandante, por estar sendo pressionado por traficantes da Mangueira. Os bandidos estavam tendo dificuldade de vender droga por causa das ações da polícia, de acordo com o major. Chiquinho negou que Lima estivesse no encontro, em fevereiro.