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Lula pensa em despachar Graziano

  • Por Redação O Estado Do Paraná

Brasília – O desgaste sofrido pelo programa Fome Zero pode custar o cargo de José Graziano, ministro da Segurança Alimentar. A informação foi veiculada ontem pelo jornalista Gilberto Dimenstein, na Folha Online. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria se mostrado disposto a discutir novos nomes para o ministério. Lula e José Dirceu, ministro-chefe da Casa Civil, desejariam que o responsável pelo programa tivesse um perfil executivo, capaz de agilizar o envio dos alimentos aos necessitados.

Para Lula, a campanha da fome é, simbolicamente, a marca social de seu governo, já que o crescimento econômico e aumento de emprego demoram algum tempo até aparecerem. Seria na eficiência, e na visibilidade, do combate à desnutrição que apareceria, para a opinião pública, o compromisso de reduzir a exclusão social. Lula acredita que o desgate do plano significa o desgate dele próprio.

De acordo com a Agência Nordeste, Dirceu não confirmou, durante evento ontem, a possível exoneração de Graziano. O ministro-chefe teria se limitado a dizer que quem admite ou demite alguém é o presidente da República. A assessoria do Ministério Extraordinário de Combate à Fome e Segurança Alimentar (Mesa) desmentiu os boatos de que o ministro José Graziano teria pedido demissão ao presidente Lula. O ministro se reuniu ontem com Lula e com o assessor especial da Presidência, Frei Betto, no Palácio do Planalto. Na pauta estariam questões relacionadas ao programa Fome Zero, entre elas a campanha publicitária.

Sob cobranças e críticas constantes e ainda boatos de que estaria demissionário, o ministro da Segurança Alimentar, José Graziano, anunciou ontem a aceleração do Programa Fome Zero. Depois de divulgar, com relutância, os números das contas abertas no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal para receber doações ao programa, Graziano revelou que o governo decidiu incluir no programa do cartão-alimentação de 150 a 200 novos municípios do Nordeste e do Vale do Jequitinhonha, em Minas. O cartão distribui R$ 50,00 por mês para cada família carente. Já está em execução em Acauã e Guaribas, no semi-árido do Piauí. “Se tudo correr bem, talvez consigamos chegar à Amazônia”, disse Graziano, depois de falar para os prefeitos reunidos em Brasília. Ele acabou ouvindo críticas sobre o valor do cartão e reclamações quanto à burocracia criada por conselhos municipais de segurança alimentar.

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