Mesmo sem ter ainda concluído o ensino médio, Victor Hugo Sousa Benevenuti, de 17 anos, aluno do Colégio Naval, saiu do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) afirmando não ter tido dificuldades na prova que, em tese, mede os conhecimentos em relação ao conteúdo programático dos três anos do curso.

"Pelo nível de ensino que temos, o do Enem é bem baixo. Achei relativamente fácil, principalmente a parte de Biologia", disse Benevenuti, que levou menos de quatro horas para responder às questões. Com o colega Tiago Godoy, de 18 anos, o rapaz buscava experiência: ainda não escolheu qual curso superior pretende seguir e, por enquanto, seus planos são apenas continuar no Colégio Naval.

Outra estudante que ainda não escolheu o curso superior para seguir e queria apenas buscar experiência no Enem era Yasmin Scheufler, de 16 anos, que cursa o segundo ano do Ensino Médio no Colégio São Vicente. Ela chegou descontraída ao Liceu de Artes e Ofícios, no Centro do Rio, onde fez as provas.

Já Vyrna Abu, de 19 anos, é veterana: entrou pelo Enem no ano passado para o curso de Gastronomia da Universidade Estácio de Sá. Hoje, no exame, seu objetivo era obter pontuação para passar para Nutrição. Sua intenção é seguir os dois cursos ao mesmo tempo e fazer carreira na área de alimentação. Sua família já teve um restaurante, e ela garota quer ter o seu, no futuro.

Também de olho em outro curso, Katarina Ferreira da Silva, também de 19 anos, já cursa Estética na Estácio. "Quero fazer Química ou Nutrição", disse ela, que foi fazer a prova em um campus da própria universidade, no Centro.

No Rio, 234.826 pessoas estavam inscritas para o Enem – 85.910 na capital. As provas foram realizadas em 317 pontos, 83 na capital. Quase todos são colégios e universidades, mas houve provas do Enem também em 14 penitenciárias, para garantir aos presidiários o direito de usar essa forma de acesso ao ensino superior.