Foto: Átila Alberti/O Estado

Em Curitiba, ontem pela manhã, funcionários dos Correios fizeram o transporte das urnas eletrônicas para as seções eleitorais.

O Brasil terá hoje uma eleição gigante, com quase 126 milhões de eleitores. O número, superior em 11 milhões ao pleito presidencial de 2002, confirma o País como a terceira maior democracia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.

O exército de candidatos que disputará a preferência desse eleitorado também é enorme: são 8 candidatos a presidente, 213 a governador, 233 a senador, 5.419 a deputado federal e 12.519 a deputado estadual. Somente em São Paulo, 16 concorrem ao cargo de governador, 19 ao de senador, 1.097 ao de deputado federal e 1.779 ao de deputado estadual

Em São Paulo, são pouco mais de 28 milhões de eleitores, dos quais 7,9 milhões na capital. Os cientistas políticos, de uma maneira geral, não esperam grandes mudanças na composição do Congresso – tido como um dos piores da história da República

Para o cientista político Rogério Schimidtt, as eleições que, principalmente no período da redemocratização, despertavam grande interesse na população passaram a fazer parte do cotidiano das pessoas.

"Isso, para mim, é um dado positivo. Diferentemente da eleição de 1989, que provocou grandes paixões e confrontos e na qual havia uma grande expectativa de mudanças, hoje há uma certa apatia nas pessoas pela percepção de que nada mudará para a maioria absoluta da população", afirmou

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) usará mais de 432 mil urnas eletrônicas nos 5.658 municípios do País. Em São Paulo, 407 procuradores eleitorais fiscalizarão o andamento das eleições, a propaganda política e o funcionamento das urnas.