As exportações brasileiras para o mercado argentino bateram em julho um novo recorde, chegando a US$ 1,131 bilhão, o que representa um aumento de 33,2% em relação ao mesmo mês do ano passado e alta de 18,1% em comparação com junho. O resultado foi anunciado pela consultoria Abeceb.com, que também indicou que o superávit comercial do Brasil com a Argentina em julho foi de US$ 353 milhões, um crescimento de 2% em comparação com o mesmo mês do ano passado e 8% a mais do que em junho. Desta forma, o Brasil alcançou a marca de 38 meses consecutivos de superávit comercial com a Argentina.

Entre janeiro e julho deste ano, o Brasil acumulou um superávit comercial com o vizinho do Mercosul de US$ 2,183 bilhões. Isso equivale a um aumento de 14,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Apesar do substancial superávit comercial brasileiro, em Buenos Aires existe expectativa de uma lenta e gradual alteração da situação a favor da Argentina, já que o crescimento das exportações argentinas ao mercado brasileiro é maior do que o aumento das vendas brasileiras para o mercado argentino. Em julho, as vendas argentinas para o Brasil aumentaram 54,7% em comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto as exportações brasileiras para o vizinho subiram 33,2%. Em comparação com junho, as vendas argentinas a seu principal sócio aumentaram 23,3%. Na mesma comparação, as exportações brasileiras para a Argentina cresceram 18,1%.

Além disso, a Argentina recuperou o lugar de segundo maior fornecedor de produtos para o Brasil (os EUA ocupam a liderança, enquanto a China está em terceiro lugar). Os principais produtos argentinos exportados para o Brasil são trigo, derivados de petróleo e gás liquefeito de petróleo (GLP). O Brasil vendeu à Argentina óleos combustíveis, automóveis, veículos .