Foto por: Martin Bernetti

O técnico do Chile, o argentino Marcelo Bielsa, declarou neste domingo que vai atacar o Brasil e manter o estilo ofensivo de sua equipe, na véspera do jogo pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

Segundo Bielsa, “se há algo difícil contra o Brasil é defender (…) e a forma de se defender menos é atacar, porque significa manter a posse de bola, jogar perto da área do adversário”.

“Dentro desta lógica tentaremos atacar (…) e nossas intenções vamos manifestar com disposição, com o posicionamento dos jogadores, com a escolha do time, mas cada jogo tem vida própria”, disse Bielsa em entrevista coletiva no estádio Ellis Park de Johannesburgo, palco do jogo contra o Brasil.

“Há vezes em que as intenções não se concretizam, mas amanhã vamos para o tudo ou nada, faremos o impossível para impor o nosso jogo. Amanhã, veremos”.

Sobre a vantagem brasileira nos confrontos com o Chile, o técnico disse que “sempre há o sonho de mudar os antecedentes quando não são favoráveis. Cada partida é uma oportunidade para isto e amanhã será uma chance muito atrativa para nós”.

No histórico dos confrontos entre as duas seleções o Brasil acumula 46 vitórias, 12 empates e apenas sete derrotas para o Chile.

Bielsa revelou que ainda não definiu o time que entrará em campo contra o Brasil, mas disse que pode incluir o atacante Humberto Suazo, artilheiro das eliminatórias sul-americanas, que atuou apenas 45 minutos na primeira fase da Copa (contra a Suíça), após se recuperar de uma lesão.

“Neste momento acredito que Suazo está em condições de entrar amanhã por suas qualidades, apesar de nos últimos dois meses só ter podido jogar 90 minutos em partidas oficiais”.

“Teve dificuldade para superar (as lesões), mas acredito que neste momento Suazo já venceu definitivamente este problema”.

Bielsa minimizou o fato de ter enviado um assistente neste domingo para observar o treino do Brasil: “Ver o treinamento de um adversário é algo comum, não é um erro de comportamento. Outra coisa é espionar. A espionagem implica em buscar segredos, e parece que a exposição dos jogadores brasileiros (…) não exige este tipo de coisa”.